
O país terá uma frota de veículos elétricos nacionais circulando pelas ruas em 2014.
O anúncio foi feito pelo empresário Eike Batista. A planta será construída ao lado do Super Porto do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense, a um custo inicial de US$ 1 bilhão. Eike afirmou que vai buscar financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ressaltou que a composição acionária da nova empresa será majoritariamente brasileira.
A produção inicial será de 100 mil veículos, totalmente movidos por baterias elétricas, com tecnologia japonesa e europeia. Eike estimou que, há espaço no mercado brasileiro para uma nova fábrica de veículos.
“A gente está enxergando que, nos próximos dez anos, o Brasil vai consumir 8 milhões de automóveis por ano. Então, tem espaço para gente nova, tem espaço para a indústria nacional, até pelo carinho que o brasileiro teria em comprar um carro bem feito. Vai ser uma empresa nacional, com know-how estrangeiro”, disse Eike, durante a Exposição Rio Oil & Gas, que reúne as principais empresas de petróleo e gás do mundo.
O presidente da EBX, considerado o oitavo homem mais rico do mundo, frisou que os carros elétricos representam uma tendência definitiva. Segundo ele, as baterias serão de tecnologia japonesa e o restante do veículo – para cinco passageiros e autonomia de 160 quilômetros – terá concepção e design europeu e brasileiro.
“O negócio do carro elétrico é irreversível. A pessoa que gasta R$ 200 por mês em combustível, num carro elétrico, botando ele na tomada à noite, vai gastar menos que R$ 20. O problema hoje ainda é que o custo inicial da compra do carro está caro, mas o preço das baterias está despencando. Tem uma revolução acontecendo nessa área”.
Entre as facilidades do complexo de Açu para abrigar o projeto, Eike citou a sinergia entre o complexo portuário que está sendo construído, pela empresa LLX, de sua propriedade, duas siderúrgicas, de capital estrangeiro, e uma usina termelétrica, além da existência de estradas de ferro e rodovias para escoamento da produção.
“Só pela logística do Açu, a gente ganha US$ 200 por automóvel, o que é muito dinheiro. Os incentivos naturais estão na eficiência da logística. Vão atracar no Porto do Açu os maiores navios contêineiros, a um custo imbatível. Em qualquer país do mundo, você tem que pensar que o mix de algo montado no país possa ser até 50% vindo de fora. Se você agrega os outros 50% de indústria nacional, mais mão-de-obra, você acaba tendo 70% do coeficiente do país. É isso que a gente quer. A indústria brasileira de autopeças, assim que a gente passa de 20 mil unidades [de veículos], ela se instala em volta”.
Eike não disse quantos empregos terá, mas informou que cada vaga gerada em uma montadora gera 15 empregos nas empresas da cadeia. O empresário espera entrar com projeto de financiamento no BNDES dentro de 12 meses e que o banco terá interesse em apoiar a iniciativa.
O empresário afirmou que este será o primeiro carro brasileiro, depois da experiência do empresário João Augusto Gurgel, nos anos 70 e 80, que chegou a produzir 43 mil veículos 100% nacionais. “Este é o meu conceito”. Perguntado onde Gurgel havia falhado, Eike respondeu: “O Gurgel quis conceber um carro do zero. Na época ele usava motor Volkswagen. Aí ele foi desenvolver um motor próprio, uma caixa de mudança própria e entrou em uma seara complicada”.
Eike ressaltou que o veículo elétrico também deverá receber incentivos por conta de questões ambientais, pois não polui e praticamente não produz ruído. Ainda sem nome determinado, ele sugeriu que a fábrica poderia se chamar FBX, de “Fábrica Brasileira de Automóveis”, mais a letra X, que aparece em todas suas empresas.
*Via Info.








16 respostas para “Eike Batista promete carro elétrico em 2014”
Acho sinceramente que demorou pra ter o carro elétrico… afinal por que só em 2014? P A L H A Ç A D A!
E outra, tem que parar com essa babação de ovo… Eike Batista… puf Grande coisa! Só gasta dinheiro e não faz nada de bom!
=)
Achei uma iniciativa muito interessante, mas será que o Brasil beirando uma crise de energia, conseguirá suportar o aumento do gasto energético em 2014.
Carro eletrico parece realmente ser o futuro
Mas colocar Eike Batista em destaque em um blog de ecologia e sustentabilidade é muito contrasenso.
Seu único interesse é ser o homem mais rico do mundo, não faz a minima diferença se for com á destruição da natureza, como é a maioria de suas empresas.
Diga não ao estarelei em Biguaçu.
Finalmente alguém que pensa… tem grana e é Brasileiro… Carro elétrico nacional… Que massa! Parabéns.
Pra que pegar dinheiro emprestado seu Eike? você se intitula o homem mais riquinho do Brasil… use o seu din din e deixe o BNDES pra quem realmente precisa…
A propósito, eu li o seu Dossiê… agora eu sei a sua fonte…
Como Catarinense que sou, também quero pedir para parar esse empreendimento em Biguaçu/SC….
Pra que pegar dinheiro emprestado seu Eike? você se intitula o homem mais riquinho do Brasil… use o seu din din e deixe o BNDES pra quem realmente precisa…
Esta proposta é ótima, porém o mesmo empresário é acusado te tentar roubar terras indigenas para contrução de um porto para cocorrer com o de Santos, vamos ficar de olho e ver se não é apenas um plano para cobrir sua sujeira. Pesquisem um pouco mais e tirem suas conclusões.
Tomara que dê certo, mas o governo tem que ajudar e alavancar o comércio de carros elétricos no Brasil.
Ficou bilionário explorando minérios sem responsabilidade sócio-ambiental, investe pesado em energia suja, vive em conflito com os ambientalistas, e agora posa com esse terno verde de não sei quantos milhões. Não é difícil imaginar o raciocínio: "Opa, carro elétrico agora é lucrativo, né? Vou produzir (ou melhor, mandar produzirem) alguns também. Mais dinheiro (que nunca é demais) e ainda fico bem na foto!"
E com mais 8 milhões de carros por ano, queria saber quantas horas vai levar da minha casa até a padaria da esquina daqui a alguns anos, se eu for dirigindo…
Não caio nessa de "Eike Batista"! Seu nome suja esse site!
O mundo sempre teve carros elétricos, mas nunca em produção comercial. Estes carros poderiam estar "rodando" há mais de 10 anos, mas foram sempre boicotados pelos coronéis do "ouro negro".
Como o "ouro negro" ficou mais caro para ser extraído, partiram agora para a "moda ambientalista" do carro elétrico.
Não sou contra carros elétricos… Só sei que eles chegarão tarde demais! Deus nos perdoe! Abraços.
OTIMO TER CARROS ELETRICOS, MAS A ENERGIA GERADA PARA RECARREGAR AS BATERIASA SÃO LIMPAS E RENOVAVEIS. EIS A QUETÃO
Claro que ele vai visar principalmente lucrar com isso! Mas se ele conseguir concretizar o que almeja será ótimo ambientalmente falando, independente de outros empreendimentos que ele venha a ter e que poluam, e que deveriam ser melhor fiscalizados pelos órgãos competentes. Melhor ele investir em algo que contribua ambientalmente do que outro empreendimento poluidor.
Também acho errado ele buscar ajuda do BNDES, sendo que ele tem tanta grana assim, e não será o único investidor. Mas é um direito dele como empresário.
Agora o governo, em todas as suas esferas (federal, estadual e municipais), tinha que investir em infra-estrutura e conscientização do uso das bicicletas como alternativa de transporte não-poluidor, por todos os benefícios já conhecidos.
Não haverá razão para o BNDES não apoiar a criação da FBX, afinal este Banco de investimentos apoiou a VW quando esta quis instalar a linha de montagem do Fox, e olha que o carrinho é caro e não criou-se empregos novos que justificassem o investimento “Social” – o termo faz parte do nome do banco…
Pode lucrar o tanto que quiser, contanto que ajude o planeta 😉