
… o Nissan Leaf!
O Leaf é o primeiro veículo elétrico a ganhar tal premio. Ótimo, não? Além de não emitir gases e ser bonito, ele também é o primeiro carro elétrico a ser vendido em larga escala em vários países (EUA, Japão e Europa).
Na competição, o carro japonês ficou na frente da preferência com o BMW série 5 e o Audio A8.
O carro, mesmo com o com uma autonomia não tão grande (160 quilômetros, mas ei, você só anda mais do que isso naquela viagem de feriado prolongado que rola 3 vezes por ano, não é mesmo? Nesse caso um bom transporte público, incluindo avião, é escolha certa) e tempo de recarga de 8 horas (uma noite de sono na tomada), foi eleito por um grupo de 66 jornalistas de 25 países diferentes.
Detalhe super legal: Em Portugal, o Leaf custa €35 mil, mas o custo pode cair para €5 mil caso o governo comece a subsidiar a produção. Isso é possível, já que o primeiro-ministro lusitano, José Sócrates, sempre é visto num Leaf nas ruas de Lisboa.








10 respostas para “E o vencedor na categoria “Carro mundial de 2011” é…”
Achei lindo…
Novamente a ilusão do atual carro elétrico vem a tona. Ilusão pois é no mínimo utópico pensar na real funcionalidade de um carro que nao anda mais que 160 quilômetros e leva exaustivas 8 horas para recarregar a bateria.
E ainda lhes pergunto, de onde virá a energia para abastarem tantos carros elétricos no futuro ?! Termelétricas ? Usinas nucleares ?! Energias renováveis como solar e eólica ainda não suportam a demanda que tais carros necessitariam.
Voltando ao atual carro elétrico, qual trabalhador dispõe de 8 horas para recarregar o seu carro toda semana ou mesmo todos os dias ? Quanto isso iria custar na conta de luz ou mesmo num posto ?
O que se vê nestes carros, como sempre foi no mercado automotivo, é o marketing sem precedentes e ávido por novos compradores, porém, as dúvidas ainda são maioria e os preços proibitivos.
É claro que o carro elétrico pode ser uma saída, até por se tratar de emissão zero, no entanto, é uma alternativa para um futuro não muito próximo para países desenvolvidos. Difícil imaginar esta tecnologia nos próximos 15 anos em países em desenvolvimento.
Finalizo dizendo que, sim, existe e ha muitas décadas sempre existiu uma tecnologia renovável para motores. E é o motor diesel, que inicialmente foi concebido para rodar com óleo vegetal. Quando da sua invenção, por Rudolph Diesel, o óleo diesel ainda nem existia.
Todo motor a diesel tem a capacidade de rodar com óleo vegetal, desde que seja convertido com facilidade para tal fim. E mais ainda, são motores plenamente capazes de rodar com óleo vegetal de fritura, reciclado e limpo de suas impurezas provenientes do uso culinário.
Assim, não só funcionaria como um motor ecológico, como também poderia evitar que milhões de litros de óleo usado fossem despejados nos rios, mares e outros locais inapropriados, causando uma poluicão sem igual que até hoje persiste.
Poderia-se perguntar quanto à queima deste óleo vegetal nos motores e sua emissão na atmosfera. Estudos mostram que os níveis de CO2 e outros poluentes são menores que a queima do óleo diesel. No entanto, mais importante do que o produto da queima, é o fato de que este óleo vegetal ainda quando eram plantas, já realizaram a função de neutralização do CO2 da atmosfera, pois esta é uma das grandes funções conhecidas das plantas em nosso belo ecossistema.
Obrigado.
Pedro Henrique Botão
Fatos:
– O custo de recarga de um veículo elétrico é diversas vezes menor que o abastecimento com combustíveis
– 160Km de autonomia são suficientes pra 99% da movimentação de uma pessoa. Apenas viagens mais longas, que costumam ser feitas, digamos 3 ou 4 vezes ao ano por uma família, exigem autonomia maior. Para isso existem: 1) Transporte público (incluindo aviões), 2) Sistema de carga rápida em postos preparados para isso (que com 20 ou 30 minutos fazem uma carga completa), 3) Usar o carro elétrico para o cotidiano, e a família manter um carro a combustão para viagens (muitas famílias atualmente já possuem um carro para cada pessoa)
– 8 horas de recarga é completamente plausível, seja de forma contínua na virada da noite ou durante o expediente de trabalho, ou em parcelas (não é preciso recarregar as 8 horas seguidas)
– Se preço da recarga, autonomia ou tempo de recarga fossem mesmo problema, veículos elétricos não venderiam tanto (e não, marketing não faz uma pessoa fazer a escolha errada especialmente em bens de alto valor)
– E sobre a fonte da energia elétrica que abasteceria tais carros, não, elas nunca poluiriam mais que carros a combustão, veja em http://eco4planet.com/blog/2009/09/nao-car…
Para mim serviria perfeitamente que so vou de casa para trabalho
Não quero tirar os méritos da Nissan com o Leaf – que são muitos – mas quero frisar três pontos que passaram batido:
1) ELE AINDA NÃO ESTÁ A VENDA, não para o público comum. O que existe é uma pré-produção com venda/leasing para alguns proprietários previamente selecionados. Não é estranho um veículo ganhar o título de "carro do ano" sem sequer ser comecializado de forma regular? Jabá detected!
2) "(…) autonomia não tão grande (160 quilômetros, mas ei, você só anda mais do que isso naquela viagem de feriado prolongado que rola 3 vezes por ano, não é mesmo? Nesse caso um bom transporte público, incluindo avião, é escolha certa". Desculpa aí joão Neto, mas isto não aplica ao Brasil. Pode ter certeza que em 80% das vezes que eu uso transporte particular é por pura necessidade, moro numa cidade dita "planejada" mas que mais parece uma paciente precisando de ponte de safena, é simplesmente impossível usar transporte público em BH sem comprometer o seu dia! E nem vou comentar a sugestão de usar transporte público em feriado prolongado…
3) Subsídios? han… Então o mané que só pode comprar um carrinho popular vai SUBSIDIAR um carro elétrico de 35.000 euros para playboy que paga de ecologista? Achei que essas coisas só aconteciam aqui ao sul da Linha do Equador…
Aí até concordo com você, acho que as verbas públicas serão melhor usadas desenvolvendo a tecnologia necessária para produzir um veículo elétrico viável (sem subsídios) que subsidiando a produção de algo que ainda é muito caro. Mas nesse caso específico do Leaf, o custo do subsídio é de 5.000 ou 30.000 euros? Eu sei que a pergunta é meio doida, mas reveja a frase "Em Portugal, o Leaf custa €35 mil, mas o custo pode cair para €5 mil caso o governo comece a subsidiar a produção", dá a entender que o subsídio é de 30.000!
Leaf no Brasil já ! Alô Dilma, os caras da cana deram o cano. Choque elétrico neles com pesados subsídios para os Leafs da vida.
Tá, mas, e a energia para recarregar 8 horas de bateria o carrinho? Como fica?
Brasil sempre "inovando"… Na minha região estão para começar a construção de 4 Usinas… 75 mil Hectares de Cana… VAI VIRAR UMA B…. a cidade, encher de boia fria, aumentar a criminalidade (que já está nas alturas devido a inserção de um presidio estadual). A cidade era tranquila, com IDH e PIB elevados… agora está esse caos e tende a piorar cada vez mais, por conta dessa politica do Etanol, que é um absurdo de caro aqui. R$ 2.20 o Litro. Gasolina está R$ 3.20… Seria bom um carro elétrico aqui, SEM IMPOSTO de preferencia. E com placa solar no teto pra ajudar a recarregar. Impossível deixar o carro 8 horas na tomada a noite pra usar… tem que ter 2 carros então.
Enquanto a tecnologia fotovoltaica é baixa (taxa de eficiencia entre 12% e 16% ) vamos ficar a merces de deixar todo o mundo evoluir denovo, pra começar a se mexer, com mais 200 anos de atraso ? Cade as linhas férreas do país ? Dizem sermos emergentes, mas acho que comprar Brasil e Russia por exemplo, onde o nível de Graduação tem uma diferença gritante (Brasil 4%, Russia > 50% ). É por isso que o governo não deixa mais ninguém reprovar… Formam pessoas que mal sabem o nome.