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Sustentabilidade, processo ecológico e benefício social estão na moda (ainda bem!). Esse processo de conscientização é o único caminho para diminuir nosso impacto e salvar o planeta. São pilares para qualquer item de consumo, mas vamos falar sobre o processo de fabricação de roupas.

Que futuro estamos construindo com base no nosso consumo?

 

 1 – O começo de todas as coisas

Tudo começa no algodão, que é responsável pelo consumo de 30% de todo agrotóxico do mundo, UAU, né? Estamos falando de aproximadamente 750 mil toneladas de agrotóxico por ano. É a cultura agrícola que mais mata no mundo! Há uma estimativa de 16.000 mortes por ano por conta do uso de pesticidas e fertilizantes. As famílias adoecem e lençóis freáticos são contaminados.

No Brasil, apenas 1% de todo algodão produzido não utiliza pesticidas e fertilizantes, ou seja, é orgânico. Depois passamos para o processo de fiação e tecelagem, aonde o tecido é construído a partir fibra do algodão, nesta etapa há também lavagem das fibras e parte dos resíduos tóxicos saem, caso não haja o tratamento correto, mais poluição é gerada.

Dica: Procure marcas que trabalham com tecidos ecológicos: algodão orgânico, jeans reciclado e malha pet são algumas alternativas.

 

2 – Vamos dar uma cor?

Aqui a poluição acontece através dos processos de tingimento e acabamento, incluindo corantes, fosfatos, metais pesados e agentes de complexação. A poluição no processo é enorme e poucas tinturarias no Brasil e no mundo tem um tratamento ecologicamente correto dos efluentes. Nossa responsabilidade está em consumir de marcas que produzem respeitando esses critérios.

Dica: Dê preferência a tinturarias naturais, no caso de não encontrar (é bem difícil achar) entenda se houve tratamento dos efluentes com o fornecedor.

 

3 – Inventando moda

Com a malha pronta e colorida, seguimos o processo de criação de uma roupa. Ao cortar aquele retangulozão de malha empilhado,  há um desperdício de até 25% do tecido – sim, isso quer dizer que 25% de todo agrotóxico utilizado e efluentes da tinturaria foram à toa. E o que se faz com o retalho? Geralmente nada. Existe uma linha de pensamento surgindo para aproveitar mais o tecido, fazer com que esta etapa de modelagem tenha uma relação inteligente com o planejamento de corte, assim o desperdício é menor e poupamos valiosos recursos naturais.

Dica: Entenda se a modelagem da marca que você curte é alinhada com o planejamento do corte do tecido, existem tecnologias que ajudam no plano do corte.

 

4 – Quem fez suas roupas?

Tudo preparado, agora podemos fechar a peça, e é aqui que entra o polêmico assunto, mão-de-obra semi-escrava.

Cerca de R$ 0,10 é o que recebe a pessoa que fechou uma camiseta, trabalhando em condições precárias e desumanas. Países como China, Indonésia e Vietnã, lideram a lista de exploração, mas a cada ano, esse número (infelizmente) aumenta. Não podemos ignorar isso. Ao comprar escolhemos que tipo de trabalho vamos financiar e desenvolver.

Dica: Fique de olho na etiqueta – aonde foi feito? – e no posicionamento das marcas.

 

5 – O que os olhos não vêem o coração não sente, certo?

Quando consumimos algo produzido muito longe, em outro país neste caso, acabamos contribuindo com a poluição pela emissão de gases gerados pelo transporte. Esse consumo é  justificável quando falamos de um bem com valor alto que consumimos em quantidades menores – como computadores, televisões, smartphones etc.

Mas vamos falar de roupas e acessórios. Vamos pensar em quantas peças já tivemos… Foi produzido fora do país? Vamos ser bonzinhos e calcular de um lugar próximo, de Lima (Peru – que produz bastante para América Latina) para São Paulo são aproximadamente 4.500 km, neste caso um único caminhão geraria aproximadamente 15,9 ton de CO2 – só para vir! – sendo necessário plantar 91 árvores para zerar este impacto. Calculando por baixo a quantidade de roupas e acessórios que já tivemos, temos uma leve ideia da nossa dívida com a atmosfera. Assustador, não?

Dica: Veja aonde foi produzida sua peça de roupa, se puder entenda também de onde vem o tecido, para onde vai (se a confecção for fora), aonde fica o centro de distribuição e como a roupa chega na loja.

 

6 – Descarte

Um dia a roupa vai para o lixo – a gente aumenta o ciclo doando ou  transformando…mas algum dia inevitavelmente, ela vai para o lixo. Mesmo com inúmeras lavagens, os resíduos de pesticidas e fertilizantes continuam presentes e tudo será levado com ela para o solo causando ainda mais contaminação. É um longo processo de poluição.

Dica: Algodão orgânico é a melhor opção pois é biodegradável. Malha pet é uma boa alternativa pois é reciclado e sócio-inclusivo, mas o pet do tecido continua, consuma com moderação.

 

O que fazer então?

Quando falamos de sustentabilidade queremos dizer que podemos produzir sem exploração humana e preservando a natureza. Produzir com critérios ambientais, sociais e inteligência de coletivo. Nosso trabalho é aprender sobre consumo local e valorização da mão de obra. É nosso dever cobrar das empresas um posicionamento justo, ético e sustentável.

Precisamos despertar e investigar a origem das coisas. É necessário e urgente!

A saída é consumir roupas feitas com tecidos ecológicos como algodão orgânico, jeans reciclado, tecido pet etc. Comprar com mais consciência, entendendo os processos dos fornecedores e itens que durem mais.

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Fontes: Ageitec – Embrapa, GreenPeaceFAO

Co-autora: Vânia Beatriz 

 Acredita em um mundo melhor e luta para isso - vide Use Eco (www.use.eco.br). Vive uma relação de amor e ódio com a ciência e filosofia e gosta de estudar os aspectos internos da mente. Pratica diariamente Kung Fu e meditação, quando sobra um tempo dorme. Posta também no Twitter e Facebook.
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