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Em tempos de aquecimento global acelerado pelo uso maciço dos combustíveis fósseis, cientistas de todo o mundo seguem em busca de uma fonte de energia limpa e praticamente inesgotável, baseada em fusão nuclear – uma meta que vem sendo perseguida há várias décadas.

De acordo com agências internacionais, as pesquisas ainda estão muito longe de um produto final. A quantidade de energia gerada neste último experimento ainda foi minúscula, se comparada à quantidade de energia que foi usada para produzi-la. Ainda assim, o novo trabalho, publicado na revista Nature, supera alguns obstáculos importantes, segundo os cientistas.

A fusão consiste em unir átomos de hidrogênio para formar átomos de hélio, como ocorre no interior do sol – diferente da fissão nuclear, que consiste na quebra de átomos pesados (por exemplo, de urânio), como se faz nas usinas de energia nuclear.

Ambos os processos produzem energia, mas a fusão tem uma série de vantagens: entre elas, o fato de não produzir resíduos radioativos e de utilizar como matéria-prima a substância mais abundante e inerte do universo, o hidrogênio, que pode ser facilmente extraído da água do mar, por exemplo.

O trabalho publicado na Nature traz os resultados de dois experimentos de fusão realizados no Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos EUA, em que 192 fachos de laser foram direcionados para um cilindro de ouro, contendo uma pequena esfera de deutério e trítio (duas formas de hidrogênio). A energia dos lasers fez com que essa esfera fosse reduzida de tamanho, em uma proporção equivalente à de uma bola de basquete para uma ervilha, segundo uma das autoras da pesquisa, Debbie Callahan.

Segue a busca

Com isso, criaram-se as condições necessárias de pressão e temperatura para fundir átomos de hidrogênio, como ocorre no núcleo do sol. A grande inovação do experimento foi que o combustível (a bola de hidrogênio) emitiu mais energia do que absorveu; algo nunca demonstrado antes. A esfera, porém, absorveu apenas 1% da energia total produzida pelos lasers, o que significa que o aparato ainda está longe de produzir mais energia do que é necessário para operá-lo.

Segundo o principal autor da pesquisa, Omar Hurricane, não há como saber em quanto tempo será possível atingir esse objetivo – de desenvolver uma tecnologia de fusão nuclear que produza mais energia do que consome. “Mas estamos trabalhando como loucos nessa direção”, garante ele.

 

Por EcoD / Foto EDDIE DEWALD/LABORATÓRIO NACIONAL LAWRENCE LIVERMORE

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