O governo holandês anunciou nesta semana que pretende desativar todas as usinas de energia à base de carvão até 2030, ação que foi entendida como um esforço para estimular as fontes renováveis (como solar e eólica) e reduzir as emissões de gases de efeito estufa do país europeu.

A notícia quanto a essa nova legislação a ser introduzida atinge em cheio empresas como a Engie, Uniper e RWE, que investiram em usinas de carvão holandesas concluídas em 2015, avalia Gerard Wynn, analista do Instituto de Economia de Energia e Análise Financeira (IEEFA).

“Essa medida reflete o impacto do crescimento maciço das energias renováveis na vizinha Alemanha, que reduziu os preços da energia no atacado, sendo que as empresas não previram a queda da demanda por eletricidade”, acrescentou Wynn ao portal PV Magazine.

O anúncio do governo holandês destaca os riscos envolvidos com o investimento em novas ou existentes instalações à carvão na Europa, e que a Holanda se junta agora a uma crescente faixa de nações da União Europeia que buscam planos acelerados de eliminação dessa fonte energética poluente.

 

Modelos antigos

“Isso, combinado com o aumento das energias renováveis e o impacto na demanda de uma eficiência aprimorada, coloca em risco os antigos modelos de produção de eletricidade”, ressalta Wynn.
Os novos padrões instituídos pelo governo também exigem que as usinas de carvão – ainda em funcionamento – atinjam limites mais rígidos para o controle das emissões de mercúrio, dióxido de nitrogênio e dióxido de enxofre. Esses padrões serão implementados a partir de 2021.

No mês passado, os Países Baixos introduziram 2,3 GW de capacidade instalada em energia solar na rodada da primavera de seu programa de leilões SDE + para renováveis em grande escala. A Holanda, com quase metade de seu território abaixo do nível do mar, é especialmente vulnerável à mudança climática. Contudo, o carvão e a extração de gás fornecem a maior parte da energia do país, que está atrás de vizinhos como Dinamarca e Alemanha no uso de energia renovável.

Em junho, os líderes de Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Espanha, Holanda, Noruega e União Europeia reafirmaram o compromisso com o Acordo de Paris sobre o clima, estabelecido em 2015 na capital francesa. O tratado, que perdeu a adesão dos Estados Unidos – segundo maior poluidor global (atrás apenas da China) – depois da posse do presidente Donald Trump, estabelece limites de emissões de gases do efeito estufa, de modo que a temperatura média global não aumente mais do que 1,5º nas próximas décadas.

por EcoD | Foto: Marcel Oosterwijk/Flickr/(cc)

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