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Utilizar as habilidades e ferramentas disponíveis ao seu redor para tornar o mundo mais sustentável. Foi isso que o designer Philippe Starck decidiu fazer. Apos ganhar notoriedade em todo o mundo por desenhar produtos que ele mesmo julgava “desnecessários”, ele começou a unir design funcional e sustentabilidade. Sua última criação foi apresentada no dia 27/01 e exibiu uma turbina eólica residencial que será comercializada em breve a preços acessíveis.

Durante a apresentação do Revolutionair, Starck afirmou que essa se trata de uma revolução no uso doméstico de energias alternativas. Com formato retangular e potência para gerar até 1.600 kWh por ano, o produto poderá ser instalado em jardins, quintais e telhados e abastecer casas e pequenas empresas com eletricidade limpa.

“Nós precisamos ajudar as pessoas a gerar sua própria energia, a fazer parte da luta”, defendeu o designer. “Energia não deveria ser uma punição, nós precisamos criar um desejo nas pessoas de querer produzir essa energia limpa”, diz.

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Revolutionair

O designer anunciou que serão fabricados dois modelos das turbinas. Um, com duas pás, será capaz de produzir 400W, e o outro, com três, terá uma produção média de 1kW.

Starck, que dedicou dois anos de trabalho na criação da turbina caseira, investiu em um formato diferente do tradicional, garantindo o custo-benefício entre geração de energia e tamanho adequado para residências e pequenos espaços.

Os geradores serão produzidos pela fabricante italiana Pramac e deverão custar entre €2.500 e €3.500. A empresa ainda não informou quando elas estarão disponíveis no mercado, mas garante que o lançamento será feito em breve.

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Mudança de comportamento

Em 2007, Starck chegou a afirmar em uma entrevista que “o design estava morto”. Ele completava o pensamento dizendo que todo o trabalho de sua vida foi desnecessário e inútil. Meses depois ele ressurgiu no mercado informando que estava “de volta ao jogo” e que agora produziria apenas peças que colaborassem para a sustentabilidade do mundo.

Desde então, o renomado designer francês tem produzido e espalhado a proposto do ecodesign pelos quatro cantos do mundo.

Em uma uma palestra, Starck chegou a definir a própria profissão em três vertentes. A primeira seria a do Design Cínico, criticada por Starck como defasada e “ridícula” e capaz de defender que o design é apenas uma ferramenta de marketing para vender mais produtos. A segunda seria a do Design Narcisista – “um designer fantástico que cria apenas para outros designers fantásticos”, sugeriu.

“Depois, estão as pessoas como eu, que tentam merecer existir e que se envergonham de ter esse trabalho inútil, mas que tentam fazê-lo de outra forma, não fazer o objeto pelo objeto, mas pelo resultado, para o benefício do ser humano, da pessoa que o usará”, defendeu Starck.

*Via EcoDesenvolvimento.

  • Viva Che

    Isso é um grande plano dos capitalistas para vender mais e fazer lavagem celebrau nas pessoas
    a revolucion está próxima, viva Ché! viva Fidel!

    • adoro esses planos diabólicos de conquista do mundo, shushushushuhsu (risada maléfica)

    • Bil

      “Celebrau”?… só podia vir de quem acredita em “Ché”, Fidel, “revolucion” (sic)… Energia limpa é o que toda a humanidade tem de procurar. Precisamos de críticas construtivas e úteis – que tragam soluções reais.

    • Marcos Vinicios

      Os revolucionários também precisam de energia, então que ela seja limpa e renovável…

  • bernardo

    duas coisas:
    1- muito bacana que um cara de renome como ele se engaje na causa eco-sustentável. assim que essa geringonça chegar no rio, se eu tiver bala na agulha eu compro uma dessas pra por no telhado do meu prédio!
    2- esse papo de que o design está morto, e que o design se divide em três tipos – principalmente o papo sobre designer narcizista – achei muito pertinente, mas me parece que ele próprio está com dor na consciência…

  • Aguinaldo João Budin

    Eu particularmente prefiro o aquecedor solar que é muito eficiente e não fica aquela coisa em cima do telhado.
    O aquecedor esquenta a água do chuveiro, que consome em torno de 30% de energia de uma residência

    • ricardinhus

      não fica aquela coisa em cima do telhado??? onde esse aquecedor solar fica então??

  • Cínthia

    Eu também acho, só a energia solar basta, não gosto dessas hélices gigantes…

  • Lolcats

    “Só a energia solar” NÃO BASTA, não sou muito bom em contas de consumo elétrico, mas particularmente, caso essa turbina seja realmente eficiente, não me importaria nem um ponto em tê-la em casa para não precisar pagar nada de conta de luz! Por simplesmente estar “produzindo” minha própria energia de algo perfeitamente limpo.

  • Itamar

    Qualquer idéia é válida para sair sair do domínio, do monopólio das empresas de luz, que faz tudo a seu bel’ prazer e você fica com as contas.

    • ricardinhus

      É isso aí Itamar!

  • fabi

    concordo plenamente com os dois últimos comentários….

    é mais do que óbvio que precisamos ter 100% de energia limpa!!!!!

    a revolução está em evoluirmos e abrirmos nossa cabeça,utilizando o que tanta tecnologia tem para nos oferecer…nos tornarmos seres mais evoluidos…

    enquanto pensarmos pequeno,seremos pequeno!!!

  • Romulo

    à parte os planos diabólicos (risada maligna) e as tralhas nos telhados e jardins que podem prejudicar a estética das belas residencias da classe A (cínicos e narcisitas), acredito que isto se trata de uma inovação que só vai somar com os esforços em direção de uma sociedade mais sustentável e comprometida com a preservação de nosso meio ambiente!

  • Juliana

    Se tratando de energia limpa, porque não ficar com o aquecedor solar e também com a turbina eólica? Futuramente os telhados serão cobertos de turbinas eólicas e todo mundo deve saber porque… o ponto X da questão é livrar o mundo dos gastos desnecessários de recursos naturais que já estão escassos. Certamente o produto foi feito para vender, mas ao menos o produto vem com uma enorme responsabilidade social. Eu apóio e com certeza eu terei (assim que vender por aqui é claro).
    Assistam a Era da Estupidez.

  • Quanto mais energia limpa você usar melhor será, pois assim não precisamos mais construir hidroelétricas, termoelétricas…
    Só 30% do consumo não basta, tem que ser 100%…
    então além do aquecedor solar podemos usar outras coisas para poupar enérgia, ou nesse caso fabricar sua própria energia.

    Marliéria-MG

  • Na realidade, a energia eólica é uma alternativa favorável,
    e este designe,
    juntos a outros que surgirão,
    deveriam além do designe moderno,
    ter incentivos para a redução do custo,
    seria uma alavanca para a implantação em residências.

    Outras energias alternativas limpas,
    que devem ser implantas,
    para funcionarem em conjunto,
    porque se não existe vento,
    a eólica não funciona,
    será necessário implantar outras energias alternativas limpas, como:

    -As células foto voltaicas, geradas pela energia solar,
    – Coletores de energia solar para o aquecimento de água.
    -Turbinas geradoras de energia movidas a vapor d’água,
    aquecidas pela energia solar.
    – Célula combustível
    – Geradores de energia movido pela motor magnético

    Existirá no futuro um sistema completo,
    que abasteça sua residência diariamente,
    que não deixe faltar energia.

    Um grande abraço a todos.

  • luis santiago

    Essa daí poderia ser aplicada no topo dos edifícios aos montões onde venta muito mais e mais constantemente que no teto das casas…

  • Guilherme Borges

    Por favor, baixem e asistam

    http://www.archive.org/details/HomeOMundoNossaCasa

    Vale mais a pena enxergar as possibilidades do que perder tempo com disputas de ego de quem acha isso ou assado.
    A situação caótica que nos encontramos é fato, precisamos de ação, não de discusão, isso nossos queridos políticos já fazem por d+.

    Abraço a todos

  • Ricardo

    Acho que o melhor disto tudo é o espaço para exposição de idéias sadias, bem intencionadas, com o intuito de contribuir, tanto para a divulgação de tão importante aspecto do cotidiano, a maneira sustentável de se obter energia, quanto de popularizar métodos que combinem as várias formas de seua obtenção.

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