COP17 termina com alerta: o mundo está atrasado para salvar a biodiversidade até 2030

Autoridades e representantes internacionais celebram o encerramento da COP17 da Biodiversidade em Yerevan, na Armênia.
Fotografia do encerramento da COP17 da Convenção sobre Diversidade Biológica, realizada em Yerevan, na Armênia, em outubro de 2026. Representantes internacionais aparecem diante da identidade visual oficial do evento.

A COP17 da Biodiversidade terminou na Armênia com novas decisões para proteger espécies, recuperar ecossistemas e financiar ações ambientais. Entretanto, a primeira avaliação global das metas de Kunming-Montreal revelou que os esforços atuais são insuficientes para interromper a perda da natureza até 2030. O Brasil participou das negociações e defendeu o fortalecimento da conservação e do uso sustentável da biodiversidade.

Imagine um planeta em que florestas continuam sendo derrubadas, espécies desaparecem e rios perdem sua capacidade de sustentar a vida. Agora imagine que os países já tenham estabelecido um plano para enfrentar esses problemas, mas estejam atrasados para colocá-lo em prática.

Essa é a situação exposta pela COP17 da Biodiversidade, conferência das Nações Unidas realizada entre 19 e 30 de outubro de 2026, em Yerevan, capital da Armênia.

O encontro reuniu governos, pesquisadores, organizações ambientais, representantes de povos indígenas e comunidades tradicionais e integrantes do setor privado para avaliar os avanços na proteção da natureza.

O resultado trouxe uma constatação preocupante: o mundo ainda não está no caminho necessário para cumprir as 23 metas globais de biodiversidade estabelecidas para 2030.

Apesar disso, a conferência terminou com decisões voltadas à aceleração das políticas ambientais, novos compromissos financeiros e maior participação de comunidades que vivem e protegem os ecossistemas.

O principal resultado recebeu o nome de Caminho de Yerevan, um documento que busca transformar compromissos internacionais em medidas concretas.

Mas o que realmente foi decidido? Por que o Brasil tem tanto interesse nessas negociações? E o que está em jogo para florestas, oceanos e espécies ameaçadas?

O que é a COP17 da Biodiversidade?

A COP17 foi a 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica, conhecida internacionalmente pela sigla CDB.

A convenção surgiu durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992.

Desde então, funciona como um dos principais acordos internacionais voltados à conservação da natureza.

Seus objetivos fundamentais são conservar a biodiversidade, promover o uso sustentável de seus componentes e garantir a repartição justa e equitativa dos benefícios derivados dos recursos genéticos.

A cada dois anos, os países participantes se reúnem para negociar medidas, revisar compromissos e avaliar os resultados alcançados.

A edição de 2026 ocorreu sob o tema Taking Action for Nature, ou Agir pela Natureza.

Segundo a Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, a COP17 teve uma missão central: realizar a primeira revisão global da implementação do Marco de Biodiversidade de Kunming-Montreal.

Portanto, o encontro foi mais do que uma oportunidade para anunciar novas iniciativas.

Ele representou um momento de prestação de contas.

Por que 2030 é um prazo tão importante?

Em 2022, durante a COP15, os países aprovaram o Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal.

O acordo estabeleceu 23 metas para conter e reverter a perda da biodiversidade até 2030, além de objetivos mais amplos para 2050.

Entre seus compromissos estão a proteção de habitats, a recuperação de áreas degradadas, a redução da poluição e a mobilização de recursos financeiros.

Uma das propostas mais conhecidas recebeu o nome de 30 por 30.

Ela estabelece que, até 2030, pelo menos 30% das áreas terrestres, das águas interiores e das regiões marinhas e costeiras sejam efetivamente conservadas e administradas.

Além disso, outra meta prevê colocar sob restauração efetiva pelo menos 30% das áreas de ecossistemas degradados.

Entretanto, conservar uma área não significa apenas desenhar seus limites em um mapa.

É necessário garantir proteção real, gestão adequada, conectividade ecológica e respeito aos direitos das populações que vivem nesses territórios.

Assim, o desafio envolve tanto a quantidade de áreas protegidas quanto a qualidade da conservação.

COP17 revela que o mundo está atrasado nas metas de biodiversidade

A principal conclusão da conferência foi apresentada a partir do relatório State of Biodiversity Action, preparado para a primeira revisão global do acordo de Kunming-Montreal.

O documento reuniu informações dos países, estratégias nacionais, avaliações científicas e outras fontes de conhecimento.

Segundo a análise oficial da ONU, os esforços globais ainda são insuficientes para cumprir as metas de 2030.

Os dados mostram que houve avanços na elaboração de estratégias e no estabelecimento de objetivos nacionais.

Entretanto, a implementação continua desigual.

Quase 90% dos participantes da convenção estabeleceram metas nacionais de biodiversidade. Por outro lado, menos da metade das metas avaliadas pelos próprios países estava no caminho adequado para ser cumprida.

Além disso, permanecem dificuldades relacionadas ao financiamento, à capacidade técnica, ao monitoramento e à integração da biodiversidade nas decisões econômicas.

Isso significa que muitos governos já sabem o que precisam fazer, mas ainda enfrentam dificuldades para transformar planos em resultados.

O problema não é apenas a falta de áreas protegidas

A perda da biodiversidade acontece por diferentes motivos.

Desmatamento, exploração excessiva de recursos naturais, poluição, mudanças climáticas e espécies exóticas invasoras estão entre as principais pressões sobre os ecossistemas.

Consequentemente, proteger a natureza exige ações coordenadas em várias áreas.

Não basta criar novas unidades de conservação enquanto outras políticas continuam estimulando atividades que degradam os habitats.

Da mesma forma, recuperar uma floresta exige planejamento, acompanhamento e condições para que suas funções ecológicas sejam restabelecidas.

Por isso, a avaliação apresentada na COP17 reforçou a necessidade de integrar conservação ambiental, economia e planejamento territorial.

O que a COP17 decidiu para acelerar a proteção da natureza?

Após duas semanas de negociações, que se estenderam até a manhã de 31 de outubro, os países adotaram quase 50 decisões relacionadas à implementação da Convenção sobre Diversidade Biológica e de seus protocolos.

O principal resultado foi o Caminho de Yerevan, uma resposta coletiva às conclusões da primeira avaliação global.

O documento identifica prioridades para acelerar os avanços até 2030.

Entre elas estão o fortalecimento das estratégias nacionais, o aumento dos recursos financeiros, a revisão de incentivos econômicos prejudiciais à natureza e a ampliação da capacidade científica dos países.

Além disso, a conferência tratou de áreas protegidas, biodiversidade florestal, espécies invasoras, gestão sustentável da fauna e conservação dos oceanos.

Entretanto, essas decisões não garantem, por si só, a recuperação dos ecossistemas.

A implementação depende de políticas nacionais, recursos disponíveis e mecanismos de acompanhamento.

Principais metas e desafios discutidos na COP17

Compromisso para 2030O que precisa acontecer
Conservar 30% dos territórios e águasAmpliar e melhorar a gestão das áreas efetivamente conservadas
Restaurar 30% dos ecossistemas degradadosRecuperar funções ecológicas e habitats
Reduzir a extinção de espéciesProteger populações ameaçadas e sua diversidade genética
Mobilizar US$ 200 bilhões anuaisFinanciar a biodiversidade com recursos públicos e privados
Reduzir incentivos prejudiciais à naturezaReformar subsídios e políticas que estimulam degradação ambiental
Fortalecer o monitoramentoProduzir dados confiáveis sobre os resultados da conservação

Essas metas pertencem ao acordo de Kunming-Montreal, aprovado em 2022. A COP17 avaliou sua implementação e definiu medidas para acelerar o cumprimento dos compromissos.

Financiamento da biodiversidade continua sendo um dos maiores desafios

Proteger a natureza exige recursos para fiscalização, pesquisa, restauração ecológica e gestão de áreas conservadas.

Entretanto, muitos países com grande biodiversidade também enfrentam limitações financeiras.

Por isso, o financiamento foi um dos temas centrais da COP17.

Durante o encontro, governos, instituições multilaterais, entidades filantrópicas e iniciativas privadas anunciaram compromissos superiores a US$ 1,8 bilhão para ações relacionadas à biodiversidade.

O valor representa um avanço na mobilização de recursos, mas não corresponde necessariamente a dinheiro já desembolsado.

Além disso, está distante do volume anual previsto pelo acordo internacional.

A Meta 19 estabelece a mobilização de pelo menos US$ 200 bilhões por ano, provenientes de diferentes fontes, até 2030.

Desse total, pelo menos US$ 30 bilhões anuais devem corresponder ao financiamento internacional da biodiversidade, conforme os compromissos definidos no marco global.

Portanto, as promessas anunciadas na Armênia precisam ser analisadas dentro de uma necessidade financeira muito maior.

O dinheiro será suficiente?

A resposta dependerá dos investimentos efetivamente realizados nos próximos anos.

A conferência avançou na discussão sobre mecanismos financeiros e na possibilidade de ampliar voluntariamente a participação de países doadores.

Entretanto, organizações ambientais observaram que persistem dificuldades para garantir recursos em escala adequada.

Além disso, investimentos precisam chegar aos projetos que produzem resultados concretos.

Recuperar áreas degradadas, proteger espécies e fortalecer comunidades locais exige financiamento contínuo, não apenas iniciativas de curta duração.

O Eco4Planet já apresentou um exemplo dessa abordagem na reportagem “Leonardo DiCaprio e Jeff Bezos lançam fundo para salvar 100 espécies”.

A iniciativa demonstra como recursos privados podem apoiar a recuperação de espécies ameaçadas. Entretanto, investimentos desse tipo não substituem a responsabilidade dos governos de implementar políticas públicas de conservação.

Subsídios prejudiciais à natureza entram no debate

Um dos pontos mais complexos das negociações envolve os incentivos econômicos que podem estimular atividades prejudiciais à biodiversidade.

Determinados subsídios e benefícios financeiros podem contribuir para práticas que aumentam a exploração dos recursos naturais ou aceleram a degradação de habitats.

Por isso, a Meta 18 do acordo de Kunming-Montreal prevê reduzir incentivos prejudiciais à natureza em pelo menos US$ 500 bilhões por ano até 2030.

Entretanto, a implementação exige mudanças em políticas agrícolas, pesqueiras, industriais e em outras áreas da economia.

Na COP17, os países reconheceram a necessidade de acelerar essa transformação.

Mesmo assim, a reforma desses incentivos permaneceu entre os temas que exigirão novas negociações e decisões nacionais.

O desafio é especialmente delicado porque envolve interesses econômicos e impactos sobre diferentes grupos sociais.

Portanto, as mudanças precisam considerar critérios ambientais, econômicos e sociais.

Qual foi o papel do Brasil na COP17?

Vista aérea de uma extensa floresta tropical com árvores de diferentes alturas formando uma cobertura vegetal densa.
Biodiversidade da Amazônia e metas de conservação da COP17

O Brasil participou das negociações como um dos países mais importantes para o futuro da biodiversidade mundial.

O território brasileiro reúne ecossistemas como Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal e Pampa, além de extensas áreas costeiras e marinhas.

Essa diversidade representa um patrimônio ecológico de enorme importância.

Além disso, o país abriga comunidades indígenas e tradicionais que mantêm relações históricas com a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a participação brasileira na COP17 destacou a conexão entre conservação ambiental, políticas públicas e valorização dessas comunidades.

Bolsa Verde: conservação ambiental e apoio às comunidades

Entre as iniciativas apresentadas pelo Brasil estava o Programa Bolsa Verde.

A política oferece apoio financeiro a famílias em situação de vulnerabilidade que vivem em territórios prioritários para a conservação ambiental e atendem aos critérios do programa.

Além disso, busca fortalecer práticas sustentáveis e valorizar o papel dessas populações na proteção da vegetação nativa.

O governo brasileiro informou que os territórios das famílias beneficiárias abrangem mais de 350 mil quilômetros quadrados de vegetação nativa.

Entretanto, esse número representa a extensão de vegetação associada aos territórios abrangidos pelo programa, não uma medida direta de conservação adicional produzida exclusivamente pelo benefício financeiro.

A iniciativa apresenta uma questão fundamental para a política ambiental: conservar a natureza também depende das condições de vida das populações que convivem com ela.

Povos indígenas e comunidades tradicionais ganham espaço nas decisões

Participantes conversam durante a COP17 da Biodiversidade diante do painel oficial da conferência em Yerevan.
Fotografia de participantes conversando durante a COP17 da ONU sobre Biodiversidade, realizada na Armênia em outubro de 2026. Ao fundo, aparece o painel oficial da conferência com sua identidade visual e o tema Taking Action for Nature.

A participação de povos indígenas e comunidades locais foi um dos avanços institucionais destacados no encerramento da COP17.

Os países aprovaram regras de funcionamento para um novo órgão subsidiário permanente relacionado ao Artigo 8(j) da Convenção sobre Diversidade Biológica.

Esse dispositivo trata dos conhecimentos, inovações e práticas de povos indígenas e comunidades locais relevantes para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade.

As regras receberam o nome de Diretrizes de Sevan.

O objetivo é fortalecer a participação desses grupos nas discussões e decisões internacionais sobre biodiversidade.

Entretanto, o reconhecimento institucional precisa ser acompanhado de mecanismos que garantam participação efetiva.

Afinal, comunidades que protegem territórios, florestas e recursos naturais possuem conhecimentos importantes para a conservação, mas frequentemente enfrentam pressões ambientais e sociais.

O que é o Fundo Cali e por que ele importa?

Outro assunto importante foi o funcionamento do Fundo Cali, mecanismo associado à repartição dos benefícios derivados do uso de informações digitais de sequências genéticas.

Essas informações podem ser utilizadas em pesquisas e no desenvolvimento de produtos, incluindo aplicações farmacêuticas, agrícolas e biotecnológicas.

A discussão envolve como compartilhar de maneira justa os benefícios econômicos gerados pelo uso desses dados.

O fundo foi estabelecido no contexto das negociações da COP16, realizada na Colômbia.

Entretanto, questões sobre contribuições empresariais e funcionamento do mecanismo continuaram em debate na COP17.

Os países avançaram em discussões técnicas, mas ainda não resolveram todos os desafios para sua operacionalização.

O tema é relevante para países megadiversos, como o Brasil, que defendem a valorização dos recursos genéticos e a repartição justa dos benefícios associados ao seu uso.

Como as decisões da COP17 afetam florestas, oceanos e animais?

Embora a conferência tenha acontecido a milhares de quilômetros do Brasil, seus resultados podem influenciar políticas ambientais em diferentes regiões.

Na Amazônia, as metas globais estão relacionadas à proteção de habitats, ao combate ao desmatamento e ao uso sustentável dos recursos naturais.

No Cerrado, envolvem a conservação da vegetação nativa e a manutenção de processos ecológicos fundamentais.

Já nos oceanos, incluem a proteção de ecossistemas costeiros, a gestão sustentável dos recursos marinhos e o enfrentamento de pressões como a poluição e a exploração excessiva.

Além disso, a conservação de espécies ameaçadas depende da manutenção de habitats conectados.

Quando diferentes áreas naturais ficam isoladas, animais podem enfrentar dificuldades para encontrar alimento, parceiros reprodutivos e novos territórios.

Por isso, corredores ecológicos e conectividade entre ambientes também fazem parte das discussões internacionais.

A delegação brasileira defendeu o fortalecimento desse tema na COP17. Entretanto, a proposta de criar um novo componente específico no programa internacional de áreas protegidas não foi aprovada como inicialmente defendida, permanecendo aberta para debates futuros.

Qual é a diferença entre a COP da Biodiversidade e a COP do Clima?

Apesar de ambas ocorrerem no sistema das Nações Unidas, as conferências possuem objetivos diferentes.

A COP do Clima acontece no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

Seu foco principal envolve a redução das emissões de gases de efeito estufa, a adaptação climática e o financiamento das políticas relacionadas ao aquecimento global.

Já a COP da Biodiversidade está ligada à Convenção sobre Diversidade Biológica.

Ela trata da conservação das espécies, dos ecossistemas, do uso sustentável da biodiversidade e da repartição dos benefícios dos recursos genéticos.

Entretanto, as agendas apresentam conexões importantes.

A destruição das florestas pode aumentar emissões de carbono, enquanto o aquecimento global modifica habitats e ameaça espécies.

Consequentemente, políticas climáticas e de biodiversidade precisam ser planejadas de forma integrada.

O que acontece depois da COP17?

A conferência terminou com compromissos e decisões, mas a fase mais importante começa após o encerramento das negociações.

Os países precisam implementar suas estratégias nacionais, mobilizar recursos e demonstrar resultados mensuráveis.

Além disso, empresas e instituições financeiras enfrentam uma pressão crescente para identificar riscos e impactos associados à perda de biodiversidade.

A próxima conferência da Convenção sobre Diversidade Biológica, a COP18, está prevista para ocorrer no Equador, em 2028.

Até lá, os governos terão mais dois anos para mostrar avanços concretos antes da aproximação do prazo final das metas de 2030.

Os próximos resultados dependerão de políticas públicas, investimento, fiscalização, pesquisa científica e participação social.

COP17 deixa um recado: proteger a natureza exige mais do que promessas

A COP17 demonstrou que existe um entendimento internacional sobre a gravidade da perda de biodiversidade.

Os países reconhecem a necessidade de conservar ecossistemas, recuperar áreas degradadas e evitar novas extinções.

Entretanto, o balanço realizado na Armênia revelou que os compromissos atuais ainda não estão sendo implementados na velocidade necessária.

O Caminho de Yerevan representa um esforço para corrigir essa trajetória.

Além disso, os novos compromissos financeiros e a ampliação da participação de povos indígenas e comunidades tradicionais oferecem oportunidades para fortalecer a conservação.

Mesmo assim, o resultado da conferência não pode ser medido apenas pela quantidade de decisões aprovadas.

A verdadeira avaliação acontecerá nas florestas que permanecerem conservadas, nas áreas que forem recuperadas e nas populações de animais e plantas que conseguirem sobreviver.

O mundo já estabeleceu metas para proteger a biodiversidade. Agora precisa demonstrar que é capaz de cumpri-las.

Perguntas frequentes sobre a COP17

O que foi a COP17 da Biodiversidade?

Foi a 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, realizada em Yerevan, na Armênia, em outubro de 2026.

Quando aconteceu a COP17?

A conferência ocorreu entre 19 e 30 de outubro de 2026, com negociações finais concluídas na manhã de 31 de outubro.

Qual foi o principal resultado da COP17?

A adoção do Caminho de Yerevan, documento que estabelece prioridades para acelerar a implementação das metas globais de biodiversidade até 2030.

O que significa a meta 30 por 30?

É o compromisso de conservar efetivamente pelo menos 30% das áreas terrestres, das águas interiores e dos ambientes marinhos e costeiros até 2030.

Quanto dinheiro foi anunciado na COP17?

Foram anunciados compromissos de financiamento superiores a US$ 1,8 bilhão. O valor não representa necessariamente recursos já desembolsados.

O Brasil participou da COP17?

Sim. O país participou das negociações e destacou temas como uso sustentável da biodiversidade, participação de comunidades tradicionais, financiamento e conectividade ecológica.

Qual será a próxima COP da Biodiversidade?

A COP18 está prevista para ocorrer no Equador, em 2028.

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