
Mapa mostra produção estimada de energia. Os quadrados indicam a área necessária para produzir energia suficiente para (de cima para baixo): o mundo, a Europa, o Oriente Médio e Norte da África em conjunto e Europa, Norte da África e Oriente Médio juntos (dados de 2005).
SÃO PAULO – Consórcio é formado para explorar o potencial solar e do deserto do Saara e Oriente Médio.
A DII GmbH é composta por doze empresas que, aliadas à Fundação DESERTEC, irão investir no abastecimento do Oriente Médio, Norte da África e Europa com energia solar.
A ideia é que, até 2050, 15% da demanda energética do velho continente possa ser atendida somente com esse projeto. Segundo pesquisa do Centro Aeroespacial Alemão, até esta data, uma instalação como a planejada poderá gerar 470 mil mega watts por ano.
O potencial energético do deserto é tanto que, como indicado no mapa, apenas uma pequena área de instalações seria necessária para abastecer todo o mundo.
Linhas de transmissão deverão cruzar o deserto do Saara e a região do Oriente Médio levando energia também à Europa. Os primeiros resultados devem ser entregues até 2015.
O investimento mínimo será de um bilhão de euros e alguns dos planos incluem o uso de água salgada para resfriar as unidades (ao invés de água doce, já tratada). Um dos estudos sugere que a sombra gerada pelas unidades também poderia ser usada para agricultura.
As empresas formadoras do consórcio são: ABB, Abengoa Solar, Cevital, Desertec Foundation, E.ON, HSH Nordbank, MAN Solar Millennium, Munich Re, M+W Zander, RWE, Schott Solar e Siemens. O escritório central do DII será em Munique (Alemanha), com Paul van Son indicado para CEO.
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*Via Info.







11 respostas para “Saara e Oriente Médio vão produzir energia”
Até que fim… uma boa idéia que também levara desenvolvimento para os alguns países que estão precisando
Que idéia louvável !!! Usar o Sol do Saara e do Oriente já devia tem sido pensado a muito tempo, e talvez até ajude em pequena parte no Aquecimento Global só na instalação dos painéis solares! Pena que as previsões com relação ao Aquecimento Global não são muito favoráveis com relação a isso, tendo em vista serem extremamente péssimas…
Tá faltando umas traduções no último parágrafo.
Tem um “and” ali no “Schott Solar, and Siemens. ” E a última frase não foi traduzida:
“Headquaters of DII will be in Munich, with Paul van Son leading the way as CEO.”
De fato, correção feita, abraços!
Aparentemente parece ser interessante essa idéia de aproveitar a luz solar, porém alguém aí não se questionou sobre o consórcio de empresas responsável por essa empreitada? Muito estranho só ter empresa alemã por ali. Como sempre, há questões de geopolítica e de afirmação de um países( ou países) sobre outros. Não duvido nada que esse consórcio produzirá e venderá energia aos países, que ficarão, desta forma, dependentes de tais empresas. ”Nem tudo que reluz é ouro.”
Gostaria de pensar que isso seria uma boa ideia para todo o mundo, todavia não posso pensar tal. Primeiro, devido a briga de foice que existe no “Oriente Medio” que não será finaizada nesses anos subsequentes até se concluir a instalação.
A menos que possam dizimar todos os povos “invasores” da região. Ideia macabra não? Será que já estão vendo isso? Construir uma central de energia num local conturbado onde uma facção qualquer pode cortar a linha de transmição… muitos poderiam olhar para esse infeliz povo, que corta a linha, com olhar de odio. Bem, isso resolveria o problema da guerra! kkkkkkk
Só mais uns dizeres sobre as impresas alemãs responsaveis pelo empreendimento que ira ajudar a todos. Presquisem sobre as SS nazistas. Uma pesquisa bem detalhada pode levar você a mudar de ideia sobre muitas coisas. É como nosso amigo aqui em cima disse: “Nem tudo que reluz é ouro”, então tenhamos cuidado.
Gostei, quero ver em prática.
Não existem soluções mágicas. Produção de energia eléctrica e o seu transporte traz problemas ambientais para os ecossistemas do deserto. A produção deveria idealmente ocorrer perto do local de consumo, para evitar as perdas de energia durante o transporte. O transporte de electricidade provoca igualmente geração de fortes campos magnéticos. A somar ainda aos problemas geopolíticos mencionados pelo Andre.
É importante fazer pesquisa científica para melhorar a geração de energia, mas isso não vai tirar o lugar da redução dos consumos da parte dos grandes consumidores. Uma proporção da Humanidade simplesmente usa demasiada energia para ser sustentável.
Muito bem dito, Júlio. É bem verdade que tornar-se-ia impraticável produzir energia, por exemplo, no deserto argelino e querer levá-lo à Europa: isto é maluquice. A perda de energia decorrente de dissipação seria astronômica a ponto de inviabilizar o projeto!
Agora, concordo com a iniciativa de governos de ”limpar” sua matriz energética, empregando fontes renováveis. Um exemplo é o do país do Júlio, se não me engano( pelo fato de ter escrito eléctrica com ”c” mudo) é ele de Portugal. Por lá, quando eu estive vi que o governo investe maciçamente em energia eólica, tanto que em Lisboa é um mar de pás a girar, captando energia. Boa iniciativa deles e que deveria ser implantada aqui no Brasil de ponta-a-ponta. Afinal, num país desse de dimensões continentais, não é crível acreditar que não haja potencial eólico! Em vez disso, o governo Lula quer trabalhar com o potencial da Usina Nuclear Angra 2, um investimento que, se não houver segurança suficiente, pode causar-nos um Chernobyl.
Se houver uma grande parceria, essa tecnologia seria otima, tanto pra Europa quanto pra Africa. Produzir energia lá pode gerar um polo tecnologico, e ainda produçao de alimento, vai fazer com que pessoas migrem pra la. Pode desenvolver muito o norte da Africa, suprir as necessidades da Europa e, que nem aconteceu com o Brasil e com a Venezuela, se a Europa tiver o controle sobre a “usina”, a Africa pode buscar a estatizaçao no futuro e poderiam vender a energia gerada por la.
Tal tecnologia tb poderia de ser empregada no sertão nordestino nas areas de pouca fertilidade. Isso limparia mais ainda a matriz energetica do Brasil e dispensar a construçao das demais 5 ou 7 “Angras” que o governo quer construir depois de Angra 2.
Muito Bom!