Índia propõe meta ambiciosa de corte de CO2

Índia propõe meta ambiciosa de corte de CO2
Ativistas do Greenpeace carregam um globo durante manifestação em Nova Délhi: expectativa é de que as regras climáticas de cumprimento obrigatório sejam aprovadas na próxima conferência climática, prevista para novembro e dezembro no México.

A Índia pode ampliar sua meta de controle das emissões de gases do efeito estufa até 2020, disse o ministro de Meio Ambiente, ao voltar da conferência climática de Copenhague.

Jairam Ramesh afirmou que seu país está disposto a reduzir a “intensidade de carbono” – quantidade de dióxido de carbono emitido por cada dólar gerado na economia – em 20% a 25% até 2020, em comparação aos níveis de 2005.

“É não só eminentemente factível, como também pode ser melhorado pelo benefício do nosso próprio povo”, disse o ministro no Parlamento.

A conferência de Copenhague terminou no sábado com uma declaração política, sem valor jurídico, refletindo um entendimento entre os EUA e grandes países em desenvolvimento – China, Índia, Brasil e África do Sul, grupo batizado com a sigla Basic.

Ramesh disse que esses países emergentes tiveram sucesso em resistir à pressão global por um acordo de cumprimento obrigatório para a redução das emissões.

“Foi nesta reunião crucial que o grupo Basic conseguiu obter um acordo sobre suas propostas, garantir que o Acordo de Copenhague não era juridicamente vinculante e que não houvesse menção a um novo instrumento juridicamente vinculante no acordo”, disse Ramesh.

A expectativa é de que as regras climáticas de cumprimento obrigatório sejam aprovadas na próxima conferência climática, prevista para novembro e dezembro no México.

“Acredito que a Índia se saiu bastante bem em Copenhague, e fomos reconhecidos por nossa abordagem construtiva”, acrescentou Ramesh.

*Via Info.

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