
Policiais controlam tráfego durante blecaute parcial em Caracas: decreto de emergência permite ao governo acelerar a transferência de recursos para enfrentar o problema elétrico.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, declarou emergência elétrica devido à crise energética que obrigou o racionamento no fornecimento de luz no país, o que está atingindo sua popularidade.
O governo atribui a situação a uma persistente seca que esvaziou a gigantesca represa de El Guri, responsável por 70% da geração de energia elétrica do país.
Contudo, alguns analistas e a oposição acreditam que a crise se deve a anos de falta de investimentos no setor e responsabilizam Chávez por não preparar o sistema para o aumento da demanda.
“Estamos prontos para decretar a emergência elétrica porque, na verdade, é uma emergência”, disse Chávez em um programa transmitido pela rádio estatal.
O decreto de emergência permite ao governo acelerar a transferência de recursos para enfrentar o problema elétrico, cujo plano consiste na massificação das usinas termelétricas, no racionamento a empresas e particulares e no bombardeio de nuvens para provocar chuva em áreas estratégicas do país.
“Faço um chamado a todo o país, apaguem as lâmpadas. (Estamos diante) da maior seca que a Venezuela já teve em quase 100 anos”, acrescentou o presidente, acompanhado do vice-presidente e dos ministros de Energia, de Eletricidade e de Finanças.
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*Via Info.








4 respostas para “Hugo Chávez declara emergência elétrica”
Os investimentos do governo Hugo Chávez no setor elétrico foram 10 vezes superiores àqueles feitos pelos governos anteriores. O “racionamento” de energia atinge apenas a Grande Caracas e impões multas moderadas àqueles que ultrapassarem o consumo residencial de 500 kw. Parece piada frente ao racionamento acontecido no Brasil após o verdadeiro apagão do governo FHC. A popularidade do presidente Chávez segue intacta.
Concordo, Emerson. Até mesmo porque sabemos que existe grande influência de setores da elite econômica sobre a mídia como um todo e que, por isso mesmo, as notícias seguem de modo tendencioso, distorcendo o principal foco do problema, qual seja, a necessidade de um racionamento, de um uso sustentável e inteligente dos recursos energéticos (que por sua vez são oriundos, ÓBVIO, dos recursos naturais e que, por isso mesmo, precisam ser preservados), e não uma questão apenas política, e sim de hábitos de consumo e a relação: ser humano x recursos naturais.
Reportagem muito boa que revela os dois lados da política. Parabéns.
Essa noticia já tem um ano, passou o inverno e tudo já está normalizado,de novo começa o tempo de seca e as represas estão bem cheias!