BloomEnergy cria eletricidade a partir de O2

BloomEnergy cria eletricidade a partir de O2
Bloom Box, as células usadas em servidor de energia

Coca Cola, Google, eBay e WalMart estão entre os primeiros clientes de um produto que, surgido nos corredores da NASA, pretende revolucionar o mercado de eletricidade.

Trata-se de uma célula de energia capaz de converter oxigênio e praticamente qualquer tipo de combustível, renovável ou não, em eletricidade.

A BloomBox foi lançada hoje nos Estados Unidos pela empresa Bloom Energy, que criou suspense por semanas em torno de seu novo servidor.

Chamado de Bloom Energy Server, ele promete energia mais limpa, barata e independência da rede elétrica. Cada servidor fornece 100 kilowatts (kW) de energia, ocupando mais ou menos o tamanho de uma vaga de estacionamento. Isso seria o suficiente para abastecer cerca de 100 casas – embora, por enquanto, ele só esteja disponível para empresas.

Sua arquitetura modular permite adição de mais servidores, lado a lado, sem a necessidade de grandes mudanças. A Bloom Energy garante que, com a economia alcançada, o retorno no investimento é de 3 a 5 anos.

A expectativa é que entre 5 e 10 anos os servidores também estejam disponíveis para o mercado residencial por menos de US$3000.

O segredo do funcionamento, que também atraiu o Bank of America, Fedex Express, Cox Enterprises e Staples, está na constituição das células combustíveis. Construídas com materiais baratos, elas realizam um processo eletroquímico, e não combustão. Sua placa cerâmica aliada à cobertura de tintas especiais converte oxigênio e combustível em energia elétrica, liberando no processo um pouco de CO2, água e calor – estes últimos reutilizados no ciclo.

A empresa afirma que, mesmo se for utilizado combustível fóssil na BloomBox, o sistema ainda é  67% mais limpo que uma usina de carvão.

A ideia do projeto surgiu quando o CEO e co-fundador da Bloom Energy, Dr. KR Sridhar, trabalhava na Agência Espacial Americana. Ele integrava a equipe do programa espacial de Marte encarregada de desenvolver tecnologia para sustentar a vida no Planeta Vermelho. O objetivo era usar energia solar e água para produzir ar respirável e combustível. A equipe logo percebeu o potencial dos estudos a aplicações aqui na Terra – o que resultou, em 2001, na criação da empresa.

A diretoria da BloomEnergy também conta com outros nomes de peso, como Colin Powell, ex-Secretário de Estado americano, T.J. Rodgers, da SunPower, e Eddy Zervigon, diretor do Morgan Stanley.


Servidor sendo transportando

*Via Info.

10 respostas para “BloomEnergy cria eletricidade a partir de O2”

    • Tiago, você me desculpe, mas preciso fazer uma observação. A afirmação da revista SUPERINTERESSANTE “a salvação da sustentabilidade da humanidade está na tecnologia!!” (se é que realmente esta afirmação foi feita neste veículo de comunicação), é uma FALÁCIA (uma mentira)!!! Vou explicar de maneira bem simples: qualquer que seja a tecnologia humana criada, por mais inventiva que seja, ainda sim dependerá de alguma forma tanto de energia (seja ela solar, eólica, calorífica – também chamada de térmica, ou outra qualquer) quanto de matéria (haja visto que oxigênio é uma matéria, um elemento da natureza). Portanto, de nada adianta a maior criatividade e inventividade de seja lá qual for o gênio humano, se daqui há algum tempo não possuirmos mais matéria-prima e/ou forma de energia para utilizarmos para a construção de nossas “engenhocas”, não é verdade? Lembro ainda que se tivermos energia disponível, mas não tivermos matéria, estamos lascados. O contrário também, se tivermos matéria, mas não tivermos energia. Sabe por que? Pelo simples fato de que quando se converte matéria em energia, ou energia em matéria, uma parte é perdida no processo. NUNCA é possível converter um no outro sem NENHUMA perda. Portanto, e continuo insistindo nesta idéia:

      SUSTENTABILIDADE É QUESTÃO DE MUDANÇA DE COMPORTAMENTOS E DE HÁBITOS, DE MODO QUE SEJAMOS CAPAZES DE CONSUMIR SEM CAUSAR DEPLEIÇÃO À TERRA.

      Essa história de tecnologia é bacaninha, sedutora e chique, mas não passa de ARTIMANHA PARA ILUDIR-NOS QUANTO À RAIZ VERDADEIRA DO PROBLEMA QUE É, JUSTAMENTE, NOSSO CONSUMISMO TERRESTRE. (Eita coisa simples de entender, sô!!! Afff….)

  1. Nossa isso q eu fiko no odio…
    egoismo muito egoismo…
    eles vao descobrem a tecnologia do ano e o q fazem…
    so liberam para empresas acho q eles nao se tocaram ainda q o planeta esta se acabando…
    esles querem dinheiro =/
    meu deus q Homems Sapiens sao esses ¬¬

  2. Fantástica a descoberta e desenvolvimento dessa nova tecnologia.
    E que novas formas de produção e conversão de energias mais limpas apareçam a custos baixos para se tornarem acessíveis rapidamente!
    =)

  3. Bem.. tudo que é novo é caro… normal… a ideia é otima o projeto melhor ainda. é uma pena que estão focando somente em empresas de grande porte… normal tbm.. dinheiro na jogada… mas quem sabe não chega aki com um preço mais em conta.

  4. Legal, só que o oxigênio também é preciso pra sobrevivência…
    desse jeito a poluição do ar aumenta, e aí, como respiramos?
    apesar de tbm ter um certo impacto ambiental, para o brasil eu ainda acho preferível as usinas hidrelétricas, o para os EUA, por que não energia eólica? isso sim seria mais sustentável do que as usinas nucleares…

  5. Sem desmerecer os autores da idéia, que com certeza são grandes estudiosos, essa alternativa me parece ficar atrás de algumas outras em desenvolvimento como a eólica e a solar, pois apesar do uso necessário de combustíveis junto a conversão do oxigênio ainda libera CO2 na atmosfera. Além dessa vertente também existe outro radical, a matéria-prima utilizada na produção das bloom box.

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