As indústrias que usam carvão vegetal terão prazo até 2013 para deixar de comprar carvão de mata nativa do Cerrado. A medida consta do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento no Cerrado (PPCerrado), que foi divulgado nesta terça-feira(16) pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
Segundo Minc, metade do carvão vegetal usado na indústria hoje é de mata nativa, muitas vezes de Cerrado. “Vamos abrir linhas de financiamento do governo para plantio de florestas energéticas, comerciais e, por outro lado, reduzir o imposto, desonerar o carvão vegetal que venha de mata plantada para ser usada como lenha e carvão.”
O PPCerrado prevê ainda a ampliação da Resolução 3545 do Banco Central (BC), que não permite a concessão de crédito para o produtor que não cumprir a legislação ambiental. A medida já é adotada para os produtores da Amazônia e será estendida para o Cerrado. A proposta que amplia a resolução será encaminhada ao BC até o final da semana.
De acordo com Minc, é possível conciliar o aumento da produção agrícola e a proteção ao meio ambiente. Ele citou como exemplo o fato de a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ministério da Agricultura terem constatado que, na grande maioria das pastagens, há um boi por hectare e é possível aumentar para até oito por hectare. “É possível recuperar milhões de hectares degradados desde que haja estímulo.”.
Também será ampliada a lista de produtos do Cerrado incluídos na Política Geral de Preços Mínimos. A mangaba, o baru e o buriti passarão a fazer parte da lista. Também está prevista no plano a definição de municípios prioritários que serão objeto de fiscalização e de atividades ligadas a sustentabilidade. Segundo Minc, tais municípios, que ainda serão definidos, são os que mais desmatam no Cerrado, e as ações previstas vão ajudar a reduzir o desmatamento.
O ministro informou ainda que será encaminhado à Casa Civil um decreto transformando o PPCerrado em plano interministerial. O decreto deve ser encaminhado à Presidência da República até o fim da semana.
O PPCerrado tem como eixos centrais o monitoramento e controle, a proteção de áreas e o ordenamento territorial e o fomento às atividades sustentáveis. O plano inclui entre as áreas prioritárias de atuação as mais desmatadas, as que apresentaram maiores índices de desmatamento entre 2002 e 2008 e as consideradas de alta prioridade para a biodiversidade, como aquelas onde há nascentes de bacias hidrográficas.
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*Via Agência Brasil.








5 respostas para “Até 2013 indústrias deverão deixar de comprar carvão vegetal de mata nativa”
Essa atitude é primordial para a consolidação de áreas especificas.
Com a implantação de matas energéticas, gera emprego e renda,
além disso irá preserva o que nós temos de precioso,
o cerrado e todas as espécies animais e vegetais que ali vivem.
Destacando que a implantação de culturas energéticas,
tiverem aproveitamento dentro da indústria alimentícia,
será de grande valor par o desenvolvimento regional,
que ira atrair profissionais qualificados,
enriquecendo mais o quadro sócio econômico regional.
Se irá existir um programa com apoio, incentivo e
financiamento com esse intuito.
Esperamos brevidade.
Um grande abraço a todos
Cláudio
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Muito bem vindo o PPCerrado como um dos mecanismos que ajudarão a preservar as áreas ainda nativas deste bioma. Mas, precisamos chamar a atenção das autoridades brasileiras, principalmente do Ministro do Meio Ambiente Sr. Carlos Minc, para o cruel desmatamento que hoje passa a caatinga nordestina, bioma exclusivamente brasileiro, identificado inclusive pelo próprio Ministro, como uma área completamente desprotegida, que em pouco mais de seis anos, teve um desmatamento que alcançou 16 mil quilometros quadrados e sua madeira foi usada indiscriminadamente para a produção de carvão vegetal, para ser queimado nas cerâmicas, na produção de gesso e por incrível que pareça, no abastecimento dos altos fornos das industrias siderurgicas, principalmente a Companhia Vale do Rio Doce, empresa que foi doada ao capital internacional pelo inescrupuloso FHC. Se querem presenciar o desmatamento de nosso bioma chamado caatinga, só precisa ficar na BR 232, que corta o estado de Pernambuco do cais ao sertão, quando em poucas horas, poderemos contar mais de cinquenta caminhões carregados de madeira, com a cumplicidade ou conivência das autoridades ambientais e da própria Polícia Rdoviária Federal. Temos que por um basta neste processo avançado de degradação do meio ambiente, principalmente em nossa região que está em processo muito avançado de desertificação.É preciso que criemos o Programas de Preservação do Bioma Caatinga, PPCaatinga o mais rápido possível. Vamos dar um basta nesta imoralidade.
Muito bom Josenildo, apoiado!
Que tal começar uma petição no http://www.thepetitionsite.com ou http://www.petitiononline.com elogiando o PPCerrado e sugerindo a criação do PPCaatinga?
Parabéns (:
Seu blog foi indicado para o ‘Prêmio Dardos’, visite o blog e indique mais blogs merecedores do selo (:
http://theonnagirl.blogspot.com/2010/02/selinhos.html
:*
Pra mim ouvir dizer sobre carvão vegetal de mata nativa parece até brincadeira !!! Nem sabia que ainda existia essa possibilidade hoje em dia…
O governo está de “parabéns” por tamanha indiferença com nossos problemas ecológicos !!! 2013 ! A proibição era pra ter sido feita desde 1980 pelo menos.