
O eixo voltado a biomassa para bioenergia também integra o acordo/Foto: VancityAllie
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) e o Instituto Cubano de Pesquisa dos Derivados da Cana-de-açúcar (ICIDCA) preparam um acordo de cooperação técnica que abrange pesquisas voltadas à produção de energias renováveis, informou a Agência Fapesp.
O anúncio foi feito na segunda-feira passada, 10 de maio, pela pró-reitora de Pesquisa da universidade, Maria José Soares Mendes Giannini. Segundo ela, o acordo pretende reunir especialistas das duas instituições e estará voltado especialmente a trabalhos com resíduos visando uma produção sustentável.
A cooperação deverá abranger cinco eixos:
- Biomassa para bioenergia;
- Produção de bioenergia;
- Aplicação de biocombustíveis em motores;
- Biorrefinaria, alcoolquímica e oleoquímica;
- Impactos ambientais, sócio-econômicos e sustentabilidade.
“Os eixos correspondem às divisões do Centro de Pesquisa de Bioenergia da Unesp, o que nos permite ter a troca de saberes em toda a cadeia produtiva”, explicou à Agência Fapesp Nelson Ramos Stradiotto, do Instituto de Química (campus de Araraquara), também coordenador do centro que reúne pesquisadores de oito unidades da universidade.
O ICIDCA é vinculado ao Ministério do Açúcar de Cuba e ao pólo científico do Oeste de Havana, que reúne 53 instituições. A instituição também promove cursos de capacitação para a indústria sucroalcooleira de outros países, como México e Venezuela.
*Via EcoDesenvolvimento.








4 respostas para “Instituições preparam acordo de cooperação em bioenergia”
Duvido que haja sustentabilidade… Essa é mais uma proposta de incentivar o monocultivo de cana de açucar, incluisive em área que deveriam ser de plantios diversificados voltados à limentação humana e animal. A prioridade dessa instituições é alimentar o agronegócio, da bebida aos veículos e deixar com fome e sede o povo pobre… E, de quebra, uma plantio desses é feito sem se considerar o impacto para o solo e meio ambiente em geral.
O produtor Rural não está sendo devidamente renumerado na sua atividade portanto não conseguindo saldar seus compromissos com os bancos. Volta e meia tem de lançar mão da securitização empurrando suas dividas. Imagina se não tivesse a cana para poder diminuir a oferta de alimentos.
Esse acordo é um incentivo a mais para a exploração e crescimento de monocultivo , latifúndios das grandes corporações estrangeiras. O BNDES apoio mão de obra escrava dentro do setor sucroacooleiro.
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