ONU começa a revisar painel climático

ONU começa a revisar painel climático
Bloco simbólico de CO2 é exposto em lago da Dinamarca: pesquisas sugerem que a convicção da opinião pública a respeito do aquecimento global não foi abalada pela divulgação dos erros.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse ontem que um grupo de academias nacionais de ciências irá revisar a atuação do painel climático da entidade, a fim de restaurar a confiança abalada pela descoberta de erros em um relatório de 2007 sobre o aquecimento global.

O ICC (Painel Intergovernamental para a Mudança Climática, na sigla em inglês) admitiu em janeiro que o relatório exagerava o ritmo de derretimento das geleiras do Himalaia, e no mês passado admitiu um exagero também na sua avaliação de quanto a Holanda está abaixo do nível do mar.

“Deixe-me ser claro – a ameaça representada pela mudança climática é real”, disse Ban a jornalistas ao lado do presidente da comissão, Rajendra Pachauri, “Nada do que foi alegado ou revelado na mídia recentemente altera o consenso científico fundamental sobre a mudança climática.”

Ban admitiu um “pequeníssimo número de erros” no chamado Quarto Relatório de Avaliação, publicado em 2007, um documento com mais de 3.000 páginas, já citado em mais de 10 mil trabalhos científicos. O próximo relatório desse tipo será divulgado em 2013 e 14.

Pachauri, que reluta em ceder aos apelos de seus críticos por sua demissão, disse a jornalistas que mantinha a mensagem principal do relatório de 2007, de que o aquecimento global é real e está se acelerando por causa das emissões humanas de gases do efeito estufa.

“Acreditamos que as conclusões desse relatório estão realmente fora de qualquer dúvida razoável”, disse ele.

Nem Pachauri nem Ban responderam a perguntas dos jornalistas.

A revisão, pelo chamado Conselho Interacademias, terá como anfitrião a Real Academia Holandesa de Artes e Ciências, em Amsterdã, reunindo mais de doze outras academias nacionais de ciências.

Robbert Dijkgraaf, copresidente do Conselho, disse que a revisão, embora bancada pela ONU, será completamente independente. As conclusões devem ser entregues até o fim de agosto.

Ban sugeriu que no futuro o IPCC possa alterar a forma como compila seus dados, para evitar novos erros. “Precisamos assegurar plena transparência, precisão e objetividade, e minimizar o potencial para que quaisquer erros sigam adiante”, afirmou.

Pesquisas sugerem que a convicção da opinião pública a respeito do aquecimento global não foi abalada pela divulgação dos erros.

O IPCC dividiu o Prêmio Nobel da Paz de 2007 com o ex-vice-presidente dos EUA Al Gore, dedicado à causa climática. Seus relatórios são a principal base para as decisões políticas relativas à mudança climática global.

*Via Info.

3 respostas para “ONU começa a revisar painel climático”

  1. Eu acho bom até que apareçam alguns “erros” meio excessivos para preocupar mais as pessoas e elas tomarem medidas realmente consideráveis.
    O aquecimento global não é brincadeira, e é mais do que hora de todos agirem de forma a contê-lo.

  2. Um dos fatores de grandes empresas, e pessoas representantes a favor de uma mudança nos abtos quanto ao clima, usarem termos exagerados ou as vezes erróneo, é uma maneira desesperada de passar uma informação, séria, e que muitos governos, não levam a sério.
    Já foi dito e comprovado que do jeito que as coisas estão indo não vai ser o suficente, e ninguem leva a sério, mas no final, todos, mas todos, vão sofrer as conseguencias dessre desrespeito com o meio anbiente, não vai ter raça, nacionalidade, cor, todos vão pagar.
    A diferença vai ser quem tem mais reconstroi, e quem tem menos se fo…., é por isso que os governos estão dando prioridade ao crescimento renovável, porque estaram fazendo dinheiro novo, não pensam em consertar o que é velho, e que polui mais.
    Mas no fim, vai ser tudo ( merda do mesmo saco ).

  3. Pessoal, a reportagem acima não me convence. Sabemos o quanto os mega empresários de grandes transnacionais e setores potencialmente poluentes não apenas querem uma notícia destas como, também, podem estar por trás dela influenciando-a. Infelizmente existe corrupção também no meio acadêmico/científico, lembremos disto. Vejam os links que posto logo abaixo, aproveitando para salientar minha indignação com o ser humano e os impactos que têm causado sobre o PLANETA TERRA – NOSSA MÃE!!!

    – A situação ambiental se encontra muito mais grave do que muitos pensam e do que alguns divulgam, só pra se ter uma idéia, um mar intracontinental, no caso o mar de Aral, já está praticamente todo desertificado (http://pt.wikipedia.org/wiki/Mar_de_Aral; http://resistir.info/asia/mar_de_aral.html; http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/01/409285.shtml);

    – Além disso, temos também o caso da ilha de Tuvalu, localizada ao sul do Oceano Pacífico que, provavelmente, será a primeira ilha submersa do mundo, seus habitantes já até abandonaram-na (http://www.comciencia.br/reportagens/clima/clima06.htm; http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1413113-17816,00.html).

    Essas notícias servem para provar o quanto SEMPRE TENTAM ESCONDER OU DISTORCER TUDO para o povo.

    Diante de tudo isso, deixo aqui registrada (logo abaixo) a bela, mas extremamente consciente e visionária, carta do cacique Seatle.

    Em 1854, o presidente dos Estados Unidos propôs comprar uma grande área de terra dos índios peles-vermelhas, prometendo uma reserva para que nela eles pudessem viver. A resposta do Cacique Seattle é tida como uma profunda declaração de amor ao Meio Ambiente, brotada do coração puro e simples de um índio cheio de reconhecimento à Natureza por tudo de bom que ela dá ao homem.

    Veja a carta que o velho cacique, cheio de sabedoria, mandou ao presidente de seu país:

    “Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Não conseguimos compreender esta idéia.se o frescor do ar e a limpidez brilhante da água não nos pertencem, como podemos vendê-los?

    Cada pedaço desta terra é sagrado para nossa gente. Cada ponta brilhante de um pinheiro, toda praia de areia, cada névoa nos bosques ao escurecer, cada lugar claro, sem árvores, no meio da floresta e cada inseto zumbindo são sagrados na memória de nossa gente. O córrego, que procura seu caminho entre as árvores, carrega consigo lembranças de nossos antepassados.

    Os mortos dos homens brancos, quando vão caminhar entre as estrelas, esquecem a região de seu nascimento. Nossos mortos nunca esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe dos índios peles-vermelhas. Somos partes da terra e ela faz parte de nós. As flores, que exalam perfume, são nossas irmãs. Os veados, os cavalos, a águia grande, todos são nossos irmãos. As pontas das rochas, os sulcos nos valos, o calor do corpo do cavalo, o homem, todos pertencem à mesma família.

    O grande chefe branco manda dizer que quer comprar nossas terras, o que é um pedido grande demais feito a nós. Também que vai reservar um lugar para nós onde possamos de modo confortável. Também que vai ser nosso pai e nós vamos ser seus filhos, mas isto não vai ser fácil, pois esta terra é sagrada para nós.

    Esta água limpa correndo em curvas nos córregos e rios não é simplesmente água, mas o sangue de nossos antepassados Se vendermos a terra ao homem branco, ele vai ter de lembrar-se e vai ter de ensinar às suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo fingindo figuras de rostos na água pura do lago fala de acontecimentos e memórias da vida de nosso povo. O murmúrio da água é a voz de nosso pai.

    Os rios são nossos irmãos e matam nossa sede. Transportam nossas canoas e alimentam as nossas crianças. Se vendermos nossa terra ao homem branco, esta vai ter de ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos. E o homem branco vai ter de dedicar aos rios a mesma bondade que dedicaria a qualquer irmão.

    Sabemos que o homem branco não compreende nosso modo de ser. Uma porção da terra, para ele, representa o mesmo que outra porção, pois ele é aqui um estrangeiro que vem à noite e tira da terra o de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando a conquista, simplesmente segue em frente, sem se importar, deixando as sepulturas de seus pais para trás. Não pensa duas vezes e rouba da terra o que seria de seus filhos. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata a sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, roubadas, vendidas como colares coloridos. Seu apetite vai terminar por devorara terra, deixando somente um deserto.

    Nossos costumes são diferentes e, por isso, não compreendo. A visão de suas cidades é dolorosa para os olhos do homem de pele-vermelha. Talvez isto aconteça pelo fato de ser o homem de pele-vermelha um selvagem. Não compreendo.
    Não acontece um canto silencioso nas cidades do homem branco. Não existe nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de flores na primavera, ou o harmonioso bater das asas de um inseto. Por ser um selvagem, não compreendo isto.

    O ruído somente parece um insulto aos ouvidos. E o que resta da vida se um homem não puder ouvir o grito solitário do pássaro ou a algazarra dos sapos à noite ao redor de uma lagoa? Sou um homem de pele-vermelha e não compreendo isto. O índio prefere o murmúrio suave do vento correndo na superfície do lago e o aroma do próprio vento, limpo por uma chuva de meio-dia ou perfumado pelos pinheiros. O ar é precioso para o homem de pele-vermelha, pois todas as coisas fazem parte do mesmo sopro. Parece que o homem branco não presta atenção no ar que respira. Como um homem em agonia, depois de muitos dias, é insensível ao mau cheiro. Mas, se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar-se de que o ar nos é precioso, que afeta com seu espírito todo ser vivente que sustenta. O vento que deu aos nossos antepassados seu primeiro respirar é o mesmo que recebe seu último suspiro. E, se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve mantê-la como é e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir deliciar-se com o vento açucarado pelas flores dos campos.
    Portanto, vamos pensar em sua proposta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, vamos impor uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos.

    Talvez seja pelo fato de eu ser um selvagem que não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi mais de mil búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os matou de um trem em movimento. Sou um selvagem. Deve ser por isto que não compreendo como é que o cavalo-de-ferro soltando fumaça possa ser mais importante que o búfalo, que só matamos para que possamos permanecer vivos.

    O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito, pois o que quer que ocorra aos animais, breve vai acontecer também ao homem. Existe uma ligação em tudo.

    O homem branco deve ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, devem ensinar a seus filhos que a terra foi enriquecida com as vidas de nossos antepassados, que ela é nossa mãe. Tudo aquilo que acontecer a terra, acontecerá também aos filhos dela. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo neles mesmos.

    Sabemos que a terra não pertence ao homem. O homem, sim, é que pertence à terra. Sabemos que todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Existe uma ligação em tudo.

    O que vier a acontecer com a terra recairá sobre os filhos da terra. Não foi o homem que fez o tecido da vida. Ele é simplesmente um de seus fios. O que quer que faça ao tecido, estará fazendo a si mesmo.

    Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar livre do destino comum. Afinal, é possível que sejamos irmãos. Veremos. Uma coisa sabemos, que o homem branco poderá vir a descobrir um dia que nosso Deus é o mesmo Deus. Poderá pensar que possui Deus, como deseja possuir nossa terra, mas isto não é possível. Ele é o Deus do homem e Sua compaixão é igual para o homem de pele-vermelha e para o homem branco. A terra é preciosa para Deus e ofender a terra é desprezar seu Criador. Os homens brancos também passarão, talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminam suas camas e uma noite serão sufocados pelos seus próprios desejos. Mas, quando da desaparição do homem branco, ele brilhará intensamente iluminado pela força do Deus que o trouxe a esta terra e, por alguma razão especial, deu a ele domínio sobre a terra e sobre o homem de pele-vermelha. Tal destino é um mistério para nós, pois não compreendemos a razão de todos os búfalos serem mortos, os cavalos selvagens serem todos domados, os recantos secretos da floresta ficarem cheios do cheiro de muitos homens e a vista dos morros fecundos ficar tapada por fios que falam. Onde está o arvoredo? Onde está a águia? Desapareceram. É o final da vida e o principio da sobrevivência”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *