Governo vai investir na produção de dendê

Governo vai investir na produção de dendê
Óleo de palma produzido em Gana

O Programa Nacional de Óleo de Palma, lançado quinta-feira em Tomé Açú, no Pará, quer tornar o país o maior produtor mundial desse vegetal nos próximos anos, garantindo o suprimento de combustível renovável.

O programa prevê a ampliação da área destinada à plantação do vegetal para a produção de combustíveis a partir de energias renováveis. O óleo de Palma também é conhecido como dendê.

O projeto, que visa a aumentar a produção para 130 mil hectares até 2014, vai ser aplicado em 44 municípios das regiões Norte e Nordeste.

Atualmente, o Pará lidera a produção de palmas no país, com 80 mil hectares plantados na região dos rios Capim, Guamá e Tocantins. A transformação do óleo de dendê em biodiesel é feita pela Petrobras, que está construindo três indústrias na região, para somar às nove já existentes no estado.

O Programa Nacional de Óleo de Palma prevê a participação imediata de 900 parceiros na agricultura familiar, e de 300 médios e grandes produtores.

No dia 5, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, afirmou, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, que a palma produz dez vezes mais óleo do que a soja na mesma área, sendo possível produzir 5 toneladas de óleo por hectare a cada ano. Com isso, um produtor que plante 10 hectares de palma, pode obter uma renda média de R$ 2 mil por mês aos preços atuais.

Segundo Wagner Rossi, somente dois países, a Tailândia e a Indonésia, concentram 90% da produção mundial de óleo de palma. Ele fala que com o programa, a participação brasileira nesse mercado vai aumentar.

“Vai disponibilizar a possibilidade da multiplicação da cultura numa área muito grande no Brasil. Nós temos pelo menos, no momento, 29 milhões de hectares disponíveis, onde a palma poderia ser usada com eficiência. Isso inclui uma parte grande do Nordeste brasileiro e todos os estados do Norte.”

O aumento de área plantada não será feito com desmatamento, mas aproveitando áreas já degradadas, segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

“O programa nasce com orientações claras do ponto de vista de que áreas podem ser aproveitadas para a expansão dessa cultura. É um programa construído em bases para proibir o desmatamento em áreas de florestas nativas para a expansão da fronteira agrícola associada à palma de óleo.”

Ambientalistas concordam que gerar combustível renovável é importante para a região. Mas, segundo o coordenador do Instituto do Homem e Meio Ambienta da Amazônia (Imazon), Paulo Amaral, se o projeto vai envolver pequenos produtores, é preciso alguns cuidados.

“Um sistema de monitoramento muito forte, para que não provoque pressão sobre as áreas ainda com cobertura florestal, deve observar a recomposição dessas áreas já abertas. E tem que se considerar assistência técnica e uma garantia da compra dessa produção para que um pequeno produtor possa se sentir seguro para entrar num programa desses.”

*Via Info.

5 respostas a “Governo vai investir na produção de dendê”

  1. Avatar de Marjorie
    Marjorie

    Esse óleo é responsável pelo desmatamento de milhares de hectares das florestas tropicais! Pelo amor!

    1. Avatar de Caio Florio
      Caio Florio

      Descordo totalmente Marjorie

      Se bem regulamentado, este programa pode auxiliar na produção de bio-diesel, aumentando ainda mais a produção brasileira. Agora quanto ao desmatamento, onde você teve esta informação? Mande o link para todos lerem também!

  2. Avatar de MARCUS
    MARCUS

    Tudo se “mau utilizado” pode causar problemas ambientais

  3. Avatar de Daniel Camilo
    Daniel Camilo

    Eu Sou nativo de Cuiabá-MT mas estava residindo em Alta Floresta – MT, divisa com o Pará, o ”mau utilizado” já se aplica e muito tempo, isso só vai faze com que as coisas piorem, trabalho que Geo-Referenciamento, imagens de satelite, vi imagens de cair o queixo, desmatamentos da noite para o dia mostruosos, e como que a fiscalização não vê ? Simples, a fiscalização existe só que ninguem é louco de entrar em uma fazendo para multar ou falar alguma coisa, lá as coisas ainda funcionan na bala… a realidade é outra.

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