Estudante brasileiro desenvolve sistema para tratar a água com energia solar

Tratamento de água é algo cada vez mais necessário, mas gasta muita energia e acaba prejudicando o planeta. Ou gastava. O estudante de engenharia elétrica Leonardo Lira, da Universidade Federal de Goiás, criou um sistema que retira as impurezas da água e só utiliza a energia da nossa estrela favorita.

O sistema funciona assim: O próprio Leonardo pegou cinco tábuas de compensado, as revestiu com papel alumínio e criou uma caixa sem tampa de, aproximadamente, um metro quadrado. Isso é usado para concentrar a luz do sol. Dentro da caixa ficam quatro garrafas PET transparentes de dois litros cada uma. Nas garrafas estão a água para tratamento armazenadas entre 3 a 6 horas. A água chega aos 70ºC eliminando bactérias, vírus e outras substâncias “sujas”.

Leonardo fez o teste com amostras de cinco casas que não tem água encanada e tratada. A companhia Saneamento de Goiás S/A fez uma pré-analise e informou que, após 3 horas dentro do “concentrador”, a água ficou livre de coliformes fecais, rotavírus e outros organismos.

“Nosso foco era gastar o mínimo de energia possível sem passar por fervura, e, assim, não precisar de gás e evitar a emissão de poluentes”, explica o criador do projeto.

Outro ponto importante é o preço. Por ser barato pode ser aproveitado por várias comunidades carentes que precisam de água tratada.

9 respostas para “Estudante brasileiro desenvolve sistema para tratar a água com energia solar”

  1. E quanto às substâncias quimicas liberadas quando da-se o aquecimento do plastico a altas temperaturas, como o BISFENOL, que provoca doenças cancerigenas?

  2. Interessante. Porém a RESEX (Reserva extrativista) na Prainha do Canto Verde já utiliza mecanismo semelhante. Sendo que não há construção de um "concentrador de raios". O processo é denominado SODIS. Eles põem a água em garrafas PET expostas ao sol (que no Ceará "tem que sobra"), essa amostra fica aproximadamente 4-6 horas e depois, por garantia, passa por resfriamento na pŕopria geladeira das residências. Análises dessa água mostraram que a mesma apresenta qualidade melhor até do que algumas marcas de água engarrafadas famosas…
    #fikdica

  3. Interessante. Porém a RESEX (Reserva extrativista) na Prainha do Canto Verde já utiliza mecanismo semelhante. Sendo que não há construção de um "concentrador de raios". O processo é denominado SODIS. Eles põem a água em garrafas PET expostas ao sol (que no Ceará "tem que sobra"), essa amostra fica aproximadamente 4-6 horas e depois, por garantia, passa por resfriamento na própria geladeira das residências. Análises dessa água mostraram que a mesma apresenta qualidade melhor até do que algumas marcas de água engarrafadas famosas…

  4. Se ele criou não sei,mas pode ser uma adaptação, pois na amazonia este tipo de tratamento já é antigo de colocar garrafas pet no sol. Mas parábens para ajudar o planeta

  5. Parabéns pela pesquisa! Agora oque nos falta é que o país reconheca essas tecnoligas verdes e que crie políticas para integra-lás na sociedade. Do que adianta tantas pesquisas direcionadas ao meio-ambiente, se poucas delas são de fato aplicadas no cotidiano. De qualquer modo, parabenizo o estudande Leonardo Lira!

  6. Parabens, e nesta pesquisa não podemos usar para tratar um grande problema de nosso dia a dia os dejetos(esgoto) domestico nesmo apos tratado em primeira estancia onde é retirado ch4(metano) em sitema de bio digestores para um tratamento de 3 milhões de litros dia.
    se tem alguma pesguisa na area favor comunicar

  7. Há alguns anos foi matéria de resportagem na Televisão, aqui no Nordeste (se não me engano), a purificação da água pela luz solar. Só que deixavam as garrafas com água expostas diretamente ao sol por várias horas também. Só não tinha a caixa de madeira com alumínio.
    Ana Paula

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