
Você que foi viajar nesse carnaval, se passou pela capital paulista, com certeza ficou parado nas marginais. A gente já sabe que só construir pontes e mais pontes não dá muito certo. Então que tal parar de pensar nos rios só como um enfeite para as marginais? É isso que propõe o arquiteto e urbanista Alexandre Delijaicov.
Professor da USP, Alexandre pesquisou a origem das propostas de transportes fluvial na capital e criou um projeto que conta com 600 quilômetros de canais navegáveis, passando pelos rios Tietê, Pinheiros, Tamanduateí e pelas represas Billings, Guarapiranga e Taiaçupeba.
O arquiteto ainda lembra que “Onde hoje fica São Paulo, os portugueses encontraram aldeias indígenas interligadas pelos rios” então isso seria como voltar ao passado paulista.
O trânsito começou a dar errado com o prefeito Prestes Maia que governou de 1938 a 1945 e transformou canais em avenidas, como a 9 de julho e a 23 de maio. Com isso foram eliminados 4 mil quilômetros de riachos e córregos e o dobro de margens para o lazer. Se ele tivesse pensado (e já naquela época pesquisado em outras grandes capitais do mundo) poderia ter feito parques fluviais, como os de Paris, Londres e Amsterdã.
Delijaicov ainda diz que o investimento de 1 bilhão de reais já seria compensado pelo uso do sistema fluvial para transporte de entulho e lixo e que a coisa toda ficaria pronta em cerca de 20 anos. Prazo completamente aceitável para soluções urbanas, mas que no Brasil parece ser sempre mal visto pelos políticos em atuação que não querem gastar com algo que só dará resultados no mandato de outra pessoa.








6 respostas para “Professor da USP propões transporte fluvial para a capital de SP”
A última frase é perfeita: "a coisa toda ficaria pronta em cerca de 20 anos. Prazo completamente aceitável para soluções urbanas, mas que no Brasil parece ser sempre mal visto pelos políticos em atuação que não querem gastar com algo que só dará resultados no mandato de outra pessoa."
Este é O nosso grande problema político: temos um sistema presidencialista. Só para viajar, pensem em 2 (dois) países presidencialistas no primeiro mundo….
Pensaram? Pois é… só tem os EUA!! O resto tá na miséria como nós! Um sistema só dá certo qdo tem a cara do povo e o presidencialismo tem a cara dos EUA, logo, não tem como dar certo aqui.
Brasileiro trabalha por resultados imediatos e nossos políticos não são diferentes, logo não podem se dar ao luxo de fazer uma obra para outro se beneficiar dela. NÃO É ASSIM NO PARLAMENTARISMO! O político ainda vai querer levar toda a vantagem, mas não vai ter problema com obras de longo prazo.
Dá para explicar isso bem melhor, mas merece um tópico todo próprio, mas é o sistema político que nos atrapalha em soluções que exigem prazo longo para efetivação.
Concordo com os canais fluviais, mas discordo de passá-los por rios poluídos. Pelo que entendi, seriam balsas, principalmente, levando e trazendo pessoas. Mas em rios poluídos, assoreados e fedorentos? Não moro em SP, mas pelas filmagens do Rio Tietê, a água é preta, creio que já seja horrível passar perto dele, e dentro…
É claro que os transportes ferroviários e hidroviários são os melhores em questões transporte em massa, mas em rios poluídos, que eu saiba não.
Eu creio que as melhores ideias seriam levar os carros dentro de trens de alta velocidade, assim não precisaria passar em canais poluídos você só precisaria entrar no trem, desligar o motor e so ligar quando chegar na estação: casa<->estação<->estação<->estacionamento<->trabalho. Não deixando o conforto, gastando pouca gasolina, ajudando o planeta, indo mais rápido, sem o stress dos congestionamentos.
Seria interessante também a criação de enormes estacionamentos verticais (http://www.youtube.com/watch?v=9Xqe2MljT1Q), que o próprio governo poderia fazer.
Claro, há N outras alternativas que agraderiam menos o ambiente, como essa mesma ideia que eu disse, só que com bicicletas. Bom, no túnel Inglaterra<->França, fazem assim…. E vocês, o que acham?
O ideal é que os rios sejam despoluidos 🙂
Sim, claro, mas o problema é que isso demorá muito tempo. Além de que teriam que fazer outros dutos para escoar a água poluída, o que praticamente, não é viável. Sem contar que as chances de sucesso são quase nulas. Se não me engano, o Tietê pode ser considerado um rio morto.
Temos também que ver que precisamos disso o mais rápido possível.
A despoluição de rios no Brasil, infelizmente, é praticamente só uma teoria, pois na prática, é quase impossível:
“O maior problema são as ligações clandestinas, que acabam levando lixo e esgoto diretamente para o rio, sem tratamento”, afirma rosana Célia Gerônimo, analista de Comunicação do Projeto Tietê.
Sem contar as pessoas que jogam lixo dentro do rio(Geladeiras, TVs, guarda-roupas, carros, tudo que você pensar encontrará lá).
O ideal é diminuir os carros velhos que poluem muito e atrapalham o transito;
Semáforos inteligentes e dinâmicos, baseado no trafego em tempo real (de preferência LED, porque todos amam LEDs);
Melhor asfalto;
Melhoria e expansão nos metros;
Rodovias diretas e exclusivas para transporte de carga, porque caminhões sempre atrapalham o trânsito.
Usar o rio acho que é muito investimento e pouco resultado, sem contar o estado que os rios estão… Melhor despoluí-los apenas.
Concordo plenamente com você. Poderiam fazer pistas exclusivas para caminhões, como as de ônibus, em rodovias muito movimentadas, talvez, somente em horários de pico.