Brasil tem que defender meta global de emissões, afirma consultor do MMA

tasso azevedo quer que o brasil se comprometa com meta global
Tasso Azevedo defende que o Brasil estabeleça meta de redução de emissões em Copenhague/Foto: Marcello Casal Jr./ABr

A posição brasileira para a 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP-15), que será realizada em dezembro, em Copenhague (Dinamarca), só deve ser definida na próxima semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A principal ideia em discussão é a do Ministério do Meio Ambiente (MMA), que propõe a redução das emissões nacionais de gases de efeito estufa em 40% até 2020, baseada principalmente na queda do desmatamento.

Um dos autores da proposta, o consultor do MMA, Tasso Azevedo, argumenta que o Brasil deve ir além e defender uma meta global. “O Brasil tem a obrigação de propor uma meta global. É preciso liderar para que os países desenvolvidos saiam do imobilismo”.

Os ministérios da Ciência e Tecnologia e das Relações Exteriores (este útimo encarregado da negociação diplomática) têm ressalvas a compromissos mais ousados sem que haja contrapartida dos países desenvolvidos – que segundo as regras internacionais do clima, contribuíram mais para o aquecimento do planeta e por isso têm que assumir responsabilidades maiores no enfrentamento do problema.

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Proposta do MMA é independente da meta de redução de 80% do desmatamento da Amazônia/Foto: leoffreitas

Segundo Azevedo, sem um limite global de emissões, “que diga quanto o planeta poderá emitir”, não é possível fechar a conta para definir mecanismos compensatórios, como a Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (Redd). O risco é que os países desenvolvidos comprem créditos de reduções feitas por outras nações e continuem a emitir gases causadores do efeito estufa sem restrições.

“O Redd não pode cometer o mesmo erro do MDL [Mecanismo de Desenvolvimento Limpo], que é falido do ponto de vista da redução de emissões”, avaliou Azevedo.

Plano B?

A pouco mais de um mês da reunião, o consultor do MMA teme a movimentação internacional em torno de um plano B para Copenhague. Alguns negociadores já cogitam adiar para meados de 2010 a decisão sobre o novo acordo climático que ampliará o Protocolo de Kyoto . “Isso é desonesto com o processo. Temos forçado a barra para não deixar a bola cair e forçar uma decisão em Copenhague”, informou Azevedo.

Um dos freios da negociação, segundo ele, é a expectativa internacional pela posição dos Estados Unidos, que podem chegar à conferência sem a lei climática nacional votada pelo Senado. “Estamos sendo complacentes com os EUA, o mundo está esperando a lei americana para definir o que os outros países poderão fazer. Isso é um absurdo, porque o que eles pretendem fazer é muito pouco”, criticou.

*Via EcoDesenvolvimento.

3 respostas a “Brasil tem que defender meta global de emissões, afirma consultor do MMA”

  1. Avatar de vitoria borges vidal

    este acordo tem que ser tratado brevemente adiar cada vez maiis não vai ajudar , sempre será assim adiando , o nosso brasil tem que estar em 1º lugar e não ser o 1º a adiar . vamos a esta conferencia , vamos lutar pelo nosso bem estar ,

  2. Avatar de Fabio
    Fabio

    Todos criticam a responsabilidade do Brasil sobre a Amazônia. Mas criticar é fácil!
    O Brazil tem sim, que interromper a agressão a Amazônia mas tá na hora de cada um fazder a sua parte também! E tem que ser agora!
    Nada mais justo que quem polua mais tenha politicas e metas de preservação e despoluição mais rígidas.

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