Devido à Lei Seca, mortes no trânsito tiveram redução de 54% no RJ

Policiais realizam teste de bafômetro em blitz
No Rio, foram realizados 20.532 testes de bafômetro/Foto: Fabio Pozzebom/ABr

No próximo sábado, 20 de junho, a Lei Seca completará um ano de vigência no Brasil. Criada com o objetivo de coibir e reduzir a violência no trânsito brasileiro, sua promulgação é a principal responsável pela redução de 54% no número de mortes nas avenidas e estradas da cidade do Rio de Janeiro, segundo informou o Ministério da Saúde na quarta-feira, 17. O número de mortes na capital carioca caiu de 168 no segundo semestre de 2007 para 78 no mesmo período de 2008 – quando os hospitais também receberam 40% menos feridos em comparação à mesma época do ano anterior.

Todavia, o Estado do Rio de Janeiro apresentou aumento no índice de acidentes ao longo deste primeiro ano da aplicação da lei. Somente em abril deste ano foram registrados 1.423. “A falta de material e de pessoal deixou a fiscalização frouxa. E a população ainda não percebeu a gravidade de um trânsito que mata 40 mil pessoa ao ano no País. É quase um boeing que cai por dia”, afirmou ao jornal O Dia, Carlos Alberto Lopes, subsecretário estadual de Governo e coordenador da Operação Lei Seca.

Segundo o ministério, São Paulo, Brasília, Fortaleza, Recife e Porto Alegre tiveram redução expressiva desses índices. Só a Região Norte não registrou queda nos acidentes. Em todo o Brasil, houve queda de 22,5% no número de mortes em consequência de acidentes de trânsito, levando-se mais uma vez em conta o comparativo do segundo semestre de 2007 com o mesmo período de 2008. Quando são flagrados ao dirigirem alcoolizados, os motoristas são multados em R$ 957 e têm a carteira de habilitação apreendida.

Mortes em acidentes no trânsito tiveram redução de 54% no RJ
Mortes no trânsito tiveram redução de 54% no RJ/Foto: Ricardo Oliveira

“O país está no caminho certo. Precisamos persistir para transformar a lei numa questão incorporada no cotidiano de todos”, avaliou José Gomes Temporão, ministro da Saúde. Ele defende maior repressão em cidades de pequeno e médio porte. A pesquisa foi feita só nas capitais porque elas concentram o aparato de fiscalização e a estrutura de atendimento a vítimas.

Números da Lei Seca no Rio

• Foram apreendidas 2.660 carteiras de habilitação entre 19 de março deste ano até o dia 16 de junho;
• 22.468 veículos foram abordados nas blitz;
• 4.653 foram multados e 1.402 rebocados;
• Foram realizados 20.532 testes de teor alcoólico;
• 1.936 pessoas abordadas se negaram a fazer o teste;
• Os agentes aplicaram 641 multas,
• 247 motoristas foram presos por ultrapassarem o limite de 0,29 miligramas de álcool por litro de ar expelido;

*Com informações do jornal O Dia, no site do Movimento Rio Como Vamos. Via EcoDesenvolvimento.

2 respostas para “Devido à Lei Seca, mortes no trânsito tiveram redução de 54% no RJ”

  1. Diz o provérbio que “A sorte é como um raio, nunca se sabe aonde vai cair” A nossa, caiu com a chuva que inundou a cidade e matou muita gente. De quebra, arrancou a placa dianteira do nosso carro. Uma bobagenzinha diante da tragédia. Mandamos fazer outra imediatamente, e pronto. Pronto?
    Noite seguinte, somos parados pela blitz da Lei Seca. Nenhum álcool no sangue, documentos em ordem, carro rebocado! Motivo? A malfadada placa dianteira. Apelamos para o bom senso, mostramos o recibo da nova placa, e ouvimos: “Bom senso não existe, o que existe é a lei”. O prefeito, alheio a isso, mostra bom senso, e anula todas as multas de transito no período da enchente.
    Carro rebocado, véspera de feriado, começa a saga para retirá-lo. Inconformados com o aspecto “caça-níqueis” da blitz, mandamos carta ao Globo que foi publicada. Num tom conciliador, nos liga o assessor do manda-chuva da Lei Seca, Sr. Bragado; pede desculpas, reconhece o excesso cometido pelo agente, reafirma que eles são pelo bom senso, e diz que o coordenador geral quer falar conosco para se desculpar.
    Recebemos um gentil e-mail do Sr. Carlos Alberto Lopes, reconhecendo o erro, e nos convidando para visitá-lo no Palácio Guanabara. Recuperamos o carro depois de pagar reboque e diárias, e respondemos ao tal senhor que o erro de um agente não invalida o mérito de uma operação que salva vidas, e que não pretendemos roubar seu precioso tempo indo ao Palácio.
    Eis que a novela não acaba: devolvem o carro, mas cadê os documentos? Quinze dias depois, cinco horas perdidas no telefone, duas idas ao Detran, e nada de documentos. Prazos infringidos, carro parado (taxi diário Lagoa/Recreio/Lagoa a R$ 110,00 por dia), informações desencontradas, e a constatação inacreditável que 22 dias depois, e quase dois mil reais jogados no lixo, vamos passar mais um fim de semana a pé, por obra da insensibilidade de um agente, da ganância do Estado, e da incompetência burocrática do DETRAN-RJ.
    Decidimos ir a Justiça. Vamos às Pequenas Causas, e resolvemos isso rapidamente, pensamos. Nada feito! Não se pode processar um órgão público nesse foro. Resta a Justiça Comum, onde tudo demora dez anos, e custa uma fortuna. Agora me digam: O que fazer? Deixar pra lá?
    Keith Cattley, Rio de Janeiro, RJ

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