
De um lado, o time das motosserras avança. De outro, a equipe da floresta se defende e busca contra-atacar.
Com uma partida de futebol em frente ao Congresso Nacional, a organização ambiental Greenpeace promoveu no dia 5 uma manifestação contra possíveis mudanças no Código Florestal.
Nesta semana, uma comissão especial da Câmara dos Deputados deve votar emendas ao Código Florestal. O relatório, de autoria do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), ainda não é conhecido e só deve ser apresentado hoje (8). O Greenpeace, no entanto, demonstra preocupação com diversos pontos adiantados pelo parlamentar.
Coordenador da Campanha de Código Florestal da organização, Rafael Cruz afirma que duas alterações podem provocar retrocessos ambientais: a possibilidade de os estados e o Distrito Federal regularem as florestas e a punição apenas para os futuros desmatamentos, o que anistiaria quem derrubou árvores até agora.
“A retirada da competência do governo federal para legislar sobre as florestas no mínimo provocará confusão. Em vez de um Código Florestal para todo o país, teremos 27 leis diferentes [uma para cada unidade da Federação] para dar conta de seis biomas”, critica o ambientalista.
Para Rafael, a existência de legislações estaduais poderia ser usada como instrumento de barganha econômica. “Do mesmo jeito que houve uma guerra fiscal, haveria uma guerra ambiental, com estados tentando atrair investimentos em troca de menor proteção ambiental”, contesta.
Em relação à anistia para desmatadores, o coordenador do Greenpeace acredita que o perdão não deve ser generalizado e precisa ser aplicado com cuidado. “Anistiar tudo é jogar, no mesmo saco, quem realmente produz alimentos e quem desmatou a floresta recentemente para extrair madeira”, diz. “Além de não frear o desmatamento, o perdão não permite a recuperação do que deveria ser recuperado.”
Na opinião do ambientalista, a conversão definitiva das áreas desmatadas em terras agrícolas seria prejudicial ao produtor que cumpre as normas ambientais. “Perdoar quem desmatou é perpetuar a instabilidade jurídica. Quem cumpriu as normas se sentiria desrespeitado”, avalia.
*Via Info.








5 respostas para “Greenpeace protesta com futebol no Congresso”
Pessoal, até pouco tempo havia no sita da Avaaz um abaixo assinado online para quem quisesse protestar contra mudanças no código ambiental. Imagina que ainda esteja por lá.
Abraços
Leo
Esse pessoal do Greenpease tem idéisa muito boas…. só mesmos o futebol pra tocar esse povão…. pena que não temos o apoio da seleção canarinho, acho que eles só querem ganhar dimheiro….
Ótima iniciativa do Greenpeace.
O Eco Planet devia também fazer alguma coisa desse tipo.
Seria bem interessante.
Abraços
Gostaria de ver o Greenpeace protestando contra o derramamento de óleo no Golfo do México provocando um dos maiores acidentes ecológicos da história, e protagonizado por empresa norte-americana…