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Uma vergonha. Líderes de 193 países não foram capazes de definir um novo acordo climático global, nem metas eficazes de redução da emissão de gases de efeito estufa em todo o mundo. Mesmo sendo o centro das atenções globais durante duas semanas (7 a 18 de dezembro), na cidade de Copenhague, Dinamarca, em meio a holofotes, manifestações e reivindicações agressivas, os chefes de Estado não abriram mão do jogo político e estratégias comerciais em prol de um bem maior para toda a humanidade.
As negociações da 15ª Conferência da Mudança do Clima da ONU (COP-15) terminaram na sexta-feira (18) sem acordo oficial entre países ricos e emergentes. Um novo encontro deve ocorrer no próximo semestre.
A última reunião da conferência foi realizada entre Brasil, China, Estados Unidos, África do Sul e Índia que decidiram apresentar uma declaração de metas que ainda será aprovado na plenária da COP-15. O resultado desta reunião foi criticado por países em desenvolvimento, mas saudada por líderes europeus como o primeiro passo para novas negociações.
Brasil, África do Sul, Índia, China e Estados Unidos decidiram limitar o aumento da temperatura global a 2ºC, sem prever metas para países desenvolvidos. Também ficou definido um fundo bilionário para ajudar países pobres com as mudanças climáticas.
“O que nós fizemos, foi procurar resgatar alguma coisa daqui, desbloquear essa questão do MRV (“mensurável, reportável e verificável”, no jargão), que estava bloqueando qualquer entendimento”, afirmou o embaixador extraordinário para mudança climática do Itamaraty, Sérgio Serra, acrescentando que Lulateve papel protagonista nas negociações.

Em discurso em plenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse estar “frustrado” com o resultado e prometeu ajuda financeira para os países no combate à mudança climática. O tom de crítica dominou a fala de Lula. “Confesso que estou um pouco frustrado porque discutimos a questão do clima e cada vez mais constatamos que o problema é mais grave do que nós possamos imaginar”.
O presidente brasileiro afirmou que vai cumprir, de qualquer forma, com as metas voluntárias de reduzir o desmatamento da Amazônia em 80% e emissões de gases do efeito estufa de 36,1% a 38,9%, até 2020.
Foram os EUA que propuseram o fundo bilionário, mas condicionaram a contribuição a uma “transparência” dos países envolvidos e uma possível vigilância. Sobre isso, o presidente Lula disse que o fundo não podia ser usado como “desculpa” para intromissão nos países ajudados. A China também rechaçou um possível controle.
Nesta sexta, antes da última reunião sobre as metas, o premiê chinês faltou aos dois encontros improvisados pelos EUA e enviou um emissário –a atitude enfureceu líderes europeus e Barack Obama.
Uma nova reunião, em seis meses, deve ser realizada em Bonn, na Alemanha, para preparar a próxima conferência sobre o clima, no México, no fim de 2010. O anúncio foi feito pela chanceler alemã, Angela Merkel. As informações são da agência de notícias portuguesa Lusa.
De acordo com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, todos os países industrializados “aceitaram informar por escrito” seus compromissos para a redução das emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa até 2020.
Segundo Sarkozy, a ausência de objetivos de redução das emissões mundiais em 50% até 2050, necessária para limitar o aumento da temperatura do planeta em 2 graus Celsius, é uma “decepção”.
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*Via EcoDesenvolvimento.








14 respostas para “Negociações na COP-15 terminam sem acordo oficial”
“muito barulho por nada”.
e eu duvido que essa conferência tenha trabalhado para anular a emissão de carbono gerada pelas reuniões e deslocamento dos líderes até lá. (não li nada a respeito em lugar nenhum).
Realmente, uma vergonha, tanta desorganização e desinteresse demonstra as reais intenções de nossos ‘líderes’, ou seja a intenção de deixar que o caos e a destruição tome nossa mãe natureza!
A gente não se dá valor! O Brasil nem imaginava que estava mais preparado do que os senhores do mundo! Para estes é só desembolsar uma esmola e o agrotóxico, a poluíção gerada por eles …está absolvida: que caia na cabeça dos outros! Para eles,que são brancos e têm grana,o que interessa é o LUCRO — os outros que se danem!
A prova disso é a chegada meramente protocolar de Barak Obama,como se fizesse um favor,–eles,os maiores poluídores! Bem feito que a China se retirou ao ver o blefe da COP.15: logo quando os chineses pareciam dispostos a mudar seus rumos ,mas … e os ricos responsáveis pela degradação ambiental?
Lula se mostrou sensível,como tem crescido na luta!Apesar dos pesares!
Vamos ter que adiar a esperança para o México…haja paciência!!!
a.francaleite@uol.com.br
Alice, não recomendo postar seu e-mail ao final da mensagem pois sistemas automáticos varrem a internet a procura de endereços para envio de “spam”.
Abraços!
A política de redução de desmatamento na Amazônia anunciada por um cidadão despreparado e mal-assessorado como o atual presidente do Brasil, Lula da Silva, é um grande equívoco e mais um exemplo de “greenwashing” público (lavagem verde) do governo Lula. Se as florestas amazônicas forem deixadas intactas, haverá um impacto negativo sobre o clima, pois o carbono que as florestas intactas fixam é o mesmo que elas emitem. Entretanto, a mudança climática que já está acontecendo vai disparar um processo de adaptação dessas florestas caracterizado pela morte de trilhões de árvores e outras plantas das espécies que hoje existem ali, para dar lugar a outras espécies mais adaptadas. Vários cientistas brasileiros e estrangeiros prevêm que boas partes da Amazônia se transformarão em cerrados, como resultado das mudanças climáticas. Esse processo é uma evolução natural induzida pela alteração climática global, e que independente das políticas governamentais brasileiras. Quando as plantas morrem durante esse processo, passam a emitir mais carbono do que fixam, agravando as já devastadoras alterações climáticas. A política preservacionista errônea do governo Lula implica custos gigantescos com a fiscalização de um território tão vasto como a planície amazônica, cercado de países em estresse climático e populacional e grandes grupos econômicos transnacionais que disputam a hegemonia sobre as riquezas naturais da região. Esse esforço inútil e improdutivo de “fiscalização para inglês ver e canadense aproveitar” aumentará os gastos públicos, que serão arcados, como sempre, pelo contribuinte brasileiro. Não acredita? Veja como o Sr. Lula da Silva tem sido magnânimo com o nosso dinheiro e as nossas riquezas naturais, perdoando dívidas externas antigas, fazendo novas doações para países e abrindo as comportas das nossas riquezas para o locupletamento de grandes grupos econômicos nacionais e transnacionais. Ele faz cortesia com chapéu alheio. Sua ignorância e despreparo são tão infinitos e úteis para os poderosos, que talvez nem se dê conta do estrago monumental que está causando no nosso país. Essa reunião de Copenhague serviu para mostrar o lugar que ele realmente ocupa no Brasil e no mundo: o lugar de bufão e serviçal do sistema global de poder econômico, um grande aliado no Brasil dos grupos que causam as mudanças climáticas globais. A solução inteligente e de interesse do mundo decente e humano seria uma forte e decidida política de pesquisa e desenvolvimento do manejo sustentado das florestas amazônicas para produção de carvão vegetal. A carbonização da lenha gera energia e o resíduo, o carvão vegetal, pode ser comprado pelos países industrializados, para ser enterrado ou jogado ao mar, cumprindo assim as cotas de redução de carbono desses países. As florestas amazônicas sob manejo serão grandes fixadoras de carbono, porque estarão sempre crescendo após serem cortadas em sistema de manejo. O manejo apressará o processo de adaptação das espécies da florestas às novas condições climáticas. O problema do Brasil é que escolhemos os piores elementos para nos governar; uma vez no poder, esses indivíduos viram marionetes do interesse dos grandes grupos econômicos, demitem os biodesagradáveis como Marina Silva e Pingueli Rosa e se transformam em pseudo-estadistas e pseudo-cientistas. Nós temos excelentes estadistas e cientistas no Brasil. Precisamos encontrá-los e elegê-los para que nos ajudem a nos salvar, pelo salvamento do planeta.
Sergio, respeito sua opinião sobre o Nosso Presidente. Mas não parece claro que o manejo que você propõe – e que efetivamente deve ser muito positivo – não perderá o sentido caso o governo seja permissivo com o avanço do processo de desmatamento em áreas, digamos, não-manejadas?
O desmatamento é uma realidade incontestável nesse país. O manejo, penso eu, não deve excluir a proteção dos espaços não manejados, pois se é difícil e caro proteger uma área tão grande quanto a do domínio amazônico – planície é forma de relevo e a amazônica nem é tão grande assim – certamente será difícil e caro – talvez até mais caro – manejar essa mesma área.
A vigilância já é feita por satélite há alguns anos. Identificar as queimadas e os cortes nunca foi tão fácil. Difícil é ter agentes capazes de atuar nas múltiplas situaçõs de desmatamento que se desenrolam todos os dias. eis um gargalo a solucionar. Assim como por em prática a estratégia de manejo nos exibirá um imenso desafio, com inúmeros gargalos a superar.
Na minha humilde concepção não acho muito interessante ou atrativo investir prioritariamente no manejo de forma imediata, atingindo poucas áreas – certamente só nos seria possível trabalhar poucas áreas de início – e, para isso, deixar de lado os sistemas de proteção contra o desmatamento na região. Quando conseguíssemos nos preparar para manejar grandes áreas, elas já não existiriam mais…
O mais engraçado de todo esse CIRCO foi ver o “Lideres de Estado” reunido para decidir o rumo da nossa sobrevivência e a maior preocupação de todos foi justamente impedir a participação da sociedade cilvil!!! Que irônia do destino não?!
Não acredito como a ideia de que o meio ambiente pode esperar ainda é atual… Meus caros, o negócio é pra ONTEM e não para semestre que vem! já não aguento mais essa ironia e sinto vergonha… Mais uma prova explícita de que o dinheiro consegue destruir a mente humana e a própria valorização da vida, já que é ela que está em jogo…
É otimo ver a preocupação daqueles que tem o poder nas mãos. e melhor do que ver a preocupação e ver o quento estão fazendo para reverter os proprios atos. =/
Bem,se a consciência fosse uma atirude nossa e bem real,nem precisaríamos de ajuda de outras nações. E, que fique bem claro que a Amazônia pertence ao Brasil.
Mas,se sabe que muitos estrangeiros estão lá acampados e “donos” de enormes áreas,manipulando a nossa flora ,levando para fora do nossoa país e explorando na forma de fitoterápica e depois,voltam com a venda destes medicamentos naturais e com preços absurdos, alem de se “apossárem” de muitas tribos indigenas de forma tal que nem falam o nosso portugues e chegam a leva´-los para estudar em universidades americanas e européias ,não como um ato de bondade,mas para que possam defender “seus interesses sobre a Amazônia”
É o que se lê em artigos que não são abertos ao público em geral.
Consciência é que mais necessitamos para cumprir nossa parte e sermos soberanos de todo o nosso país.
Thelma. 21 de Dezembro de 2009
A minha surpresa boa, foi o presidente brasileiro ser o mais engajado no discurso…
Diego, o nosso despreparado e vulnerável governo brasileiro – nascido na pobreza e na ignorância e criado sob a pressão dos grandes grupos econômicos nacionais e transnacionais – tem preferido projetos faraônicos que custam fábulas de dinheiro e criam demandas para outros projetos caros, para resolver os problemas criados pelos primeiros, e assim sucessivamente. Algo como: “vamos criar a dificuldade, para vender a facilidade”. Projetos baratos e inteligentes são preteridos aos mais caros e estúpidos. Vide o capítulo “Transposição do Rio São Francisco”, página 666 do “Manual prático de como ganhar dinheiro destruindo o Brasil”, de L. Silva e Caterva, da série “Mega-Projetos, Grandes Negócios”, da Editora Negócios Federais, de Brasília-DF.
A política de proteção contra desmatamentos no Brasil é outro sutil capítulo desse mesmo livro. A técnica descrita nesse capítulo foi criada na Alemanha nazista e aperfeiçoada na época da ditadura militar no Brasil, e consiste no “combate direto e implacável ao cidadão desprotegido”, usando o aparato do Estado e a tecnologia conhecida como “indústria da seca” (mega-projetos caros que não resolvem os problemas socioambientais que pretendem combater, mas dão muito dinheiro e poder para um punhado de gente).
Um dos aspectos dessa tecnologia consiste em colar o rótulo de ruim em qualquer projeto que seja barato e possa ser executado pelo cidadão, sem os atrapalhos e as gastanças do governo em benefício dos grandes grupos econômicos e políticos. Vários mega-projetos recentes do governo na Amazônia e noutros lugares têm se beneficiado historicamente dessa concepção: transamazônica, perimetral norte, Balbina, SIVAM, transposição do São Francisco, Proálcool, FISET (antigo estímulo governamental para plantio de monoculturas de eucalipto) etc. O que esses mega-projetos têm em comum é a concepção de beneficiar o mega-empreendedor no curto prazo, à custa da degradação a longo prazo das plataformas socioambientais.
Saber o que acontece na Amazônia é importante e a tecnologia espacial tornou isso relativamente fácil. Paradoxalmente, quando você viaja de avião ou de satélite, você tem uma perspectiva “descolada” da realidade. Lá de cima você não sabe o que passa pela cabeça do pessoal cá em baixo, suas necessidades, suas vontades, suas personalidades e sua cultura. O elemento humano é desconsiderado, simplesmente porque a tecnologia espacial não o alcança. Os olhos, o cérebro e a mão do governo simplesmente não chegam até o elemento humano, que deveria ser o verdadeiro objeto de atenção primária, o ponto de partida de uma política desenvolvimentista correta, humana, justa e responsável. O risco de manter distância do elemento humano é a sua inacessibilidade, e a primeira consequência é a sua saída forçada do sistema, geralmente com um egresso barato (“bolsas-migalhas”, “carrinho na garagem”, “índice zero de reprovação escolar”, “desmatamento zero”, “fome zero”, etc.). A consequência seguinte é o egresso do sistema tornar-se um problema, um verdadeiro estorvo “biodesagradável” a ser combatido.
Para Ivan Illich, “as soluções que não levam em conta o coração humano ou são nocivas, ou são simplórias”. No Brasil, esse processo tornou-se agudamente nocivo. Uma análise crítica dos movimentos do governo brasileiro nos últimos tempos sugere uma opção pela militarização contra o cidadão brasileiro “invasor do sistema”, “estorvo” e “biodesagradável”. Proibição, fiscalização rigorosa e polícia brasileira contra os brasileiros, mas licenciosidade, bajulação, carinho e magnanimidade a favor das mega-corporações nacionais e internacionais ricas que ganham dinheiro e poder com mega-projetos que destróem as plataformas socioambientais pelo país afora. Até parece que a política de uso e ocupação do país foi projetada nas pranchetas das corporações nacionais e transnacionais.
Tomo a liberdade de reproduzir aqui o que Osvaldo Valente, um dos primeiros engenheiros florestais formados no Brasil disse ontem, em uma comentário sobre a minha mensagem postada aqui:
“Desde quando estudei engenharia florestal, pelos idos de 1960 (sou um dos primeiros engenheiros florestais formados no Brasil, aprendi que se retirarmos da mata apenas o que ela cresce por ano, é possível mantê-la viva e pujante (e isso nos foi ensinado por especialistas europeus). Hoje, no Brasil, temos técnicos e tecnologias para isso. Se eles estão nas empresas, plantando eucalipto, é porque não têm possibilidades de manejar matas nativas. São portadores dos conhecimentos teóricos para isso, mas não conseguem aplicar. Por que, então, não partirmos para esse lado? Fiscalizar proibições será mais fácil do que ensinar tecnologias e fazer educação ambiental? Colocar polícia no campo é mais fácil do que colocar técnicos? Da polícia o proprietário corre, ao técnico, tenho certeza, ele ofereceria um cafezinho e a natureza agradeceria – Osvaldo Valente”
Enquanto todos lamentam os não resultados COP 15, os agricultores do DIPIM localizados no semiarído bahiano em Mirorós, dependem das aguas do rio verde e jacaré afluentes do Rio São Francisco e da barragem Manoel Novaes que abastece 17 municipios, 230 comunidades rurais,
Eles que a anos convivem e arcam com as contas da seca, agora se vem numa situação ainda mais agravada pelas mudanças climáticas e decidiram sair do papel de expectadores de politicas indefinidas, para se tornarem efetivamente agente de mudanças contra a questão da escassez de agua.
Os agricultores irrigantes, vendo que a barragem não suportará abastecer a todos, decidiram aprovar um fundo chuvas e contratar a tecnologia limpa e sustentável de produção de chuvas localizadas, para otimizarem as possibilidades de chuvas na região.
Esta tecnologia é utilizada desde 2001 pela SABESP – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo para auxiliar no abastecimento de 18 milhões de habitantes da região metropolitana de São Paulo.
Desde dezembro de 2009, a MODCLIMA , empresa detentora deste tecnologia, está trabalhando e produzindo chuvas no sertão da Bahia com sucesso.
Quando analisamos as previsões de redução de vasão do Rio São Francisco, da ordem de 23 a 26% até 2030, não só de políticas virão os resultados, mas de soluções reais e implantáveis para preservação dos recursos hidricos para estas e futuras gerações