Química dos oceanos está mudando

Química dos oceanos está  mudando

A química do oceano está mudando mais rápido do que o fez nos últimos milhares de anos por causa do dióxido de carbono absorvido da atmosfera, disse em estudo o Conselho Nacional de Pesquisa, dos EUA.

Dióxido de carbono e outros gases industriais são uma preocupação há alguns anos por causa de seu impacto no ar e aumento das temperaturas globais em um processo chamado de efeito estufa.

Um fator que amenizava esse aquecimento era a quantidade de CO2 absorvida pelos oceanos – mas isso também se tornou um problema para os cientistas porque os produtos químicos tornam a água mais ácida, o que afeta a vida marinha.

Desde o início da Revolução Industrial, no século 18, o pH do oceano declinou de 8,2 para 8,1 e uma queda de 0,2 a 0,3 unidades está prevista até o fim do século, de acordo com o Research Council, um braço da Academia Nacional de Ciências.

As taxas atuais de mudanças “ultrapassam qualquer mudança na química dos oceanos por pelo menos 800 mil anos”, diz o relatório.

O pH é uma medida de todas as coisas alcalinas ou ácidas. Um pH 7 é neutro, e quanto maior o número, mais alcalino; quanto menor, mais ácido.

Com o oceano se tornando mais ácido, cientistas aumentam os alertas sobre dissolução de corais e problemas com peixes e a vida marinha. Por exemplo, estudos mostraram que aumento na vida marinha afeta a fotossíntese, a aquisição de nutrientes, o crescimento, reprodução e sobrevivência de espécies. A Agência de Proteção (EPA) disse em março que consideraria formas de controlar a acidez no oceano.

A decisão da agência foi anunciada em conjunto com o Centro de Diversidade Biológica. O grupo ambiental processou a EPA no ano passado por não exigir do estado de Washington listasse suas águas como ameaçadas pelo aumento da acidez.

O relatório ressaltou que o governou federal dos EUA tomou medidas inicias com o projeto National Ocean Acidification Program.

Ele fez as seguintes recomendações:

  • Criar uma rede de monitoramento de acidificação do oceano, incluindo novas ferramentas, métodos e técnicas para melhorar as medidas.
  • Pesquisa para preencher lacunas de informações.
  • Criar um escritório de gerenciamento de dados para garantir qualidade, acesso e arquivamento dos dados.
  • Desenvolver pesquisa de qualidade e treinar pessoas
  • Criar um plano de dez anos que estabeleça metas chave, prioridades e tenha alcance na sociedade.

*Via Info.

6 respostas para “Química dos oceanos está mudando”

  1. Me explica, o povo esqueçe a quantidade de material tóxico que o mar carrega toda vez que há uma grande tsunami?Fora todo o lixo que descartamos irresponsávelmente?
    Dá para imaginar?Acho que sim.
    Então, será mesmo o dióxido de carbono o grande vilão?
    Enquanto disserem ah, o co2, as pessoas vão esquecer que quem está realmente por trás disso, são elas mesmas.
    Percebem isso, ou sou só eu?
    Se dissermos plástico, todos imaginam embalagens e só.Se dissermos que o refri bebido na praia,jogado na agua,boiando ao sol e aquecido a 40 graus vai liberar a substância tóxica tal,cancerígena, já vai haver uma associação mais direta entre o ato e a consequência.
    Todos viram que as tabelas de decomposição não surtiram muito efeito.É só informativo.
    Acho que devemos partir ao terrorismo ecológico,rsrsrsrrs
    Ó, recicla teu lixo, senão dá cancer!hahahahahaha.
    bjos

    • Olha, Pimenta, concordo com sua percepção de que TODOS NÓS somos coadjuvantes nessa história. Certíssimo. (Sobre este aspecto, recomendo assistir a um vídeo INTERESSANTÍSSIMO chamado “A HISTÓRIA DAS COISAS”. Ele é facilmente encontrado no Youtube ou no Google Videos)

      Sobre o “terrorismo ecológico”, em verdade nem precisamos de fazer, pois não é terrorismo, são fatos comprovados por cientistas renomados. Um exemplo simples? Vamos lá: apesar de a maioria das pessoas pensarem que a floresta Amazônica seja o “pulmão” do mundo, responsável pela produção de oxigênio, ELA NÃO É! O oxigênio que ela produz é praticamente consumido por ela mesma. A função principal dela, floresta Amazônica, é ajudar na regulação da temperatura do mundo, amenizar a temperatura, uma espécie de “ar condicionado mundial”, por assim dizer. Sabe, então, QUEM É O VERDADEIRO RESPONSÁVEL PELA PRODUÇÃO DE OXIGÊNIO EM LARGA ESCALA DO PLANETA? Resposta —> O FITOPLÂNCTON dos oceanos. Os fitoplânctons são um conjunto de organismos aquáticos microscópicos que têm capacidade fotossintética e que vivem dispersos flutuando na coluna de água. Detalhe importantíssimo: ESSES ORGANISMO SÃO EXTREMAMENTE SENSÍVEIS A PEQUENAS MUDANÇAS NA TEMPERATURA (1 ou 2 graus Celsius podem causar-lhes a morte e, conseqüentemente, uma redução drástica na produção de oxigênio terrestre. Com isso, estaríamos todos FERRADOS! E o aquecimento global tem proporcionado isso!!!)

      Portanto, digamos assim que “o buraco é mais embaixo” e que “o bicho está pegando”. Temos de ser RESPONSÁVEIS hoje, para que existam gerações vindouras que tenham, pelo menos, água para o seu consumo ou um planeta não desertificado pela ação do aquecimento global provocado pela espécie humana (nós, Homo sapiens).

      Deixo aqui algumas sugestões de pesquisa: o blog do economista ecológico Hugo Penteado (w w w ponto nossofuturo comum ponto blogspot ponto com) além da questão da desertificação do MAR DE ARAL, facilmente encontrado através do GOOGLE ou ECO4PLANET.

      Grande abraço,

      Paulo H. M. Lütkenhaus
      Sociólogo / Pós-Graduando em Avaliação de Flora e Fauna em Estudos Ambientais (UFLA) / Radical Defensor dos Direitos dos Animais / Ambientalista / Cicloativista

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