Sem consenso, governo adia acordo sobre meta para redução de gases

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Outro encontro será feito no dia 14 para definir as metas brasileiras para COP-15/Foto: Agência Brasil

O encontro do presidente Lula com ministros para definir metas de redução de emissões de gases de efeito estufa terminou sem consenso na última terça-feira, dia 3. A reunião para definição da proposta foi adiada para o dia 14 de novembro, quando os membros participantes devem apresentar as medidas que o Brasil vai levar para o a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em dezembro, em Copenhague.

O adiamento aconteceu porque o governo quer mais tempo para detalhar medidas provenientes de setores como agricultura e siderurgia para redução de emissões nacionais de gases de efeito estufa. Até o momento, a única proposta concreta a ser levada para a COP-15 é a redução de 80% do desmatamento da Amazônia até 2020, atitude que se tomada permitiria que cerca de 580 milhões de toneladas de dióxido de carbono não fossem emitidas anualmente.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff revelou que a meta de redução de emissão de gases pode não ser definida no próximo encontro: “Pode ser que no dia 14 a gente não apresente o número diretamente, até porque ele tem que ter credibilidade” disse Dilma, “todos os números que nós colocarmos serão testados e checados” completou. A defesa do ministro do meio ambiente, Carlos Minc, foi para uma redução significativa de gases e ainda ressaltou a importância da agricultura para atingir tais metas, a partir de ações de manejo, plantio direto e recuperação de áreas degradadas. “A agricultura brasileira dará uma grande contribuição”, disse Minc.

Além da agricultura outros pontos são de fundamental importância para a negociação do novo acordo climático global. Parte das ações do governo brasileiro vai depender de recursos internacionais, como o combate ao desmatamento da Amazônia, por exemplo. O financiamento é justamente um dos pontos que estão travando a negociação.

“Vamos tomar medidas nas áreas de energia, agropecuária, siderurgia e desmatamento em outros biomas”, listou Dilma Rousseff. “O Brasil está disposto ao maior esforço possível para que a reunião de Copenhague seja bem sucedida”, acrescentou. Outros números foram levados em consideração no encontro como os 40% de redução de gases até 2020 propostos por Minc. Segundo o ministro, na reunião de hoje foram apresentadas opções considerando cenários de crescimento da economia de 5% e 6% ao ano, a pedido da ministra Dilma.

Além de Dilma Roussef e Carlos Minc, participaram do encontro com Lula os ministros Sérgio Resende (Ciência e Tecnologia), Reinhold Stephanes (Agricultura), Edison Lobão (Minas e Energia), Celso Amorim (Relações Exteriores) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais).

*Via EcoDesenvolvimento.

13 respostas para “Sem consenso, governo adia acordo sobre meta para redução de gases”

  1. Não dá pra falar em redução de poluição se não falar em controle populacional.

    Enquanto a população estiver crescendo haverá aumento de demanda por alimentos, energia, espaço físico e matéria prima e, consequentemente, desmatamento, poluição e degradação ambiental, etc.

    • Esse papo de controle populacional não tem fundamento. Acredito que o mais importante seja evitar a concentração da populacão nos grandes centros urbanos. Programas de fixaçao e permanencia – com qualidade de vida – em cidades menores, melhoria da infraestrutura dessas cidades – saude, educação, segurança, moradia, lazer, cultura…
      Outra coisa importante é o incentivo a adoção de um grande programa de energia não poluente. O Nordeste do Brasil tem um grande potencial de energias limpas com seus ventos (energia eólica) e com o sol brilhando quase que o ano inteiro (energia solar). O que hoje é caro – isso é o que dizem – pra implantar, a medio e longo prazo gera qualidade de vida, menos emissão de gases, menos poluição etc etc.

  2. “a única proposta concreta a ser levada para a COP-15 é a redução de 80% do desmatamento da Amazônia até 2020″

    “Duvido!”

    Bom, o fato é: se medidas drásticas não forem tomadas (por todos os países), o futuro do planeta será tão ou pior do que o que nós vemos em algumas projeções e alguns filmes. =/

  3. O governo esta querendo levar essa proposta de reduçao de 80% do desmatamento da amazonia ate 2020, para mim a proposta mais valida a ser levada a COP-15 é a reduçao de 80% da corrupçao que acontece no nosso governo e 80% de reduçao no trafico de drogas. Todas as duas geram um gasto absurdo para os nossos bolsos.
    Se resolvido esses dois problemas irá sobrar dinheiro nos cofres públicos ate para o governo plantar um jardim no meu terraço.

    Abraços…

  4. Concordo com a Luciana, mas e como fica a frota de carros que a cada dia aumenta mais?
    Quero só vê como eles vão resolver essa questão. Se é que vão resolver!

    Abraços.

  5. QUANDO O ASSUNTO E COPA,FUTEBOL,F1
    ELES RESOLVEM O PROBLEMA COM UMA RAPIDEZ INACREDITAVEL
    AGORA QUANDO DE TRATA DE UMA QUESTÃO AMBIENTAL,NECAS NE..

    SACO CHEIO DESSE POVO…AFFFF

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