Sistema “Vélo´v” faz de Lyon uma cidade mais sustentável

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As quatro mil bicicletas do Vélo´v rodaram 60 milhões de quilômetros em cinco anos/Foto: stunned

Redução expressiva do número de automóveis, índices menores de poluição e melhoria na saúde da população são alguns dos fatores positivos registrados na cidade francesa de Lyon, nos últimos cinco anos, quando um sistema de aluguel de bicicleta batizado de Vélo´v passou a ser implantado na metrópole de cerca de 400 mil habitantes.

Desde que a iniciativa foi criada até os dias de hoje, as quatro mil bicicletas inseridas no sistema já rodaram 60 milhões de quilômetros, o que evitou a emissão de duas mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) naquela região – caso fossem usados veículos automotores.

A experiência sustentável de Lyon foi apresentada pelo vice-prefeito da cidade, Jean Michel Daclin, que participou do painel “Experiências notáveis de inovações em planejamento urbano, gestão de políticas e programas inovadores”, durante o segundo dia da Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (Cici 2010), em Curitiba, no Paraná.

Ao participar da Cici 2010, Duclin explicou que o nome do sistema reflete a própria filosofia proposta por ele: Vélo significa “bicicleta”, em francês, enquanto love quer dizer “amor” em inglês. Logo, estamos falando de uma política pública voltada para os amantes das bikes.

O Vélo´v é um sistema ideal para percursos rápidos. Só para se ter ideia, 95% da utilização do projeto são gratuitos para os usuários, uma vez que nenhum valor é cobrado na primeira meia hora.

Já o baixo custo do sistema se deve à parceria entre a iniciativa privada e o poder público, explicou Daclin. A empresa JCDecaux implantou e mantém o Vélo´v em troca de um contrato exclusivo de publicidade que inclui 800 outdoors e todos os ônibus da cidade.

*Via EcoDesenvolvimento.

7 respostas para “Sistema “Vélo´v” faz de Lyon uma cidade mais sustentável”

  1. Até que enfim observo neste blog uma notícia REALMENTE SUSTENTÁVEL, que não possui falácias e artimanhas de ludibriar os “eco-cidadãos” com propostas que, de sustentáveis e realmente ecologicamente corretas, nada têm.

    Há muito tempo venho propagandeando a importância da valorização do uso da bicicleta de modo tão nobre e legítimo quanto qualquer outro meio de transporte. Contudo, sabemos que interesses corporativos e comerciais (tais como da indústria petrolífera, da indústria automobilística, das indústrias de pavimentação de vias, bem como, também, trocas de favores e VALORES entre políticos e estas empresas) são PRIORIZADOS em detrimento de iniciativas REALMENTE PREOCUPADAS COM O MEIO AMBIENTE E A JUSTIÇA/IGUALDADE SOCIAL.

    Como ciclista, ou melhor: cicloativista, sempre defendi a bandeira das “magrelas” (bicicletas), a construção de ciclovias, a utilização bastante ponderada, e somente em casos de real necessidade, do automóvel, bem como de passeios de bicicleta junto à natureza, só pra curtir a paisagem ao mesmo tempo em que se pratica um esporte saudável, ao mesmo tempo em que se cuida da saúde e do corpo. Tenho, inclusive, 2 artigos a respeito do tema publicados em meu blog. Seguem abaixo seus respectivos títulos e links:

    – “Carros, Trânsito, Ecologia, Economia e Saúde” (LINK: http://lutkenhaus.blogspot.com/2008/01/carros-trnsito-ecologia-economia-e-sade.html);

    – “PETRÓLEO vs. MÚSCULOS = INTERESSES ECONÔMICOS vs. BUSCA DE MELHOR QUALIDADE DE VIDA E RESPEITO AMBIENTAL” (LINK: http://lutkenhaus.blogspot.com/2008/04/petrleo-vs-msculos-interesses-econmicos.html)

    Grande abraço a todos vocês!!! 😉

    Paulo H. M. Lütkenhaus
    Sociólogo
    Pós-Graduando em Avaliação de Flora e Fauna em Estudos Ambientais
    Ativista Ambiental e em prol dos direitos dos animais

  2. Vamos com calma Paulo Lütkenhaus, eu não acho que neste blog eles dizem somente falácias não, pelo contrário houve muitas publicações úteis sim.
    Esta iniciativa de usar bicicletas bem que podia ser seguida pelo Brasil.

    • Silva, em meu texto não está escrito que no blog sejam só notícias falaciosas, porém existem muitas delas presentes aqui. Não estou, com isso, culpando os idealizadores deste blog. Contudo, faz-se bastante necessário uma “garimpagem”, uma seleção mais rigorosa de notícias aqui postadas. Afinal, são muitas notícias presentes neste blog pregando a salvação via tecnologia, barcos de não sei o que, edifícios de não sei o que, roupas que geram energia para gadgets e o escambau… E isto, leva o ser humano a uma tendência comodista comportamental, devido à FALÁCIA DA SALVAÇÃO DA HUMANIDADE PELA TECNOLOGIA!!! Não estou tirando essas palavras e pensamentos de mim mesmo, leia o livro “Desenvolvimento ao Ponto Sustentável: uma nova abordagem” de Hugo Penteado (um ecoeconomista muito respeitado), da Editora Lazulli. Ou, se preferir, entre em seu blog: http://www.nossofuturocomum.blogspot.com

      Espero poder ter esclarecido melhor meus dizeres. Não combato pessoas. Combato pensamentos e/ou comportamentos que não demonstram a real raiz (e por onde passa também a solução) dos problemas ambientais / ecológicos, ou seja: o comportamento antrópico.

      Atenciosamente,

      Paulo H. M. Lütkenhaus
      Sociólogo
      Pós-Graduando em Avaliação de Flora e Fauna em Estudos Ambientais
      Ativista Ambiental e em prol dos direitos dos animais

      • Paulo, respeito seu posicionamento, não entrarei na discussão sobre ser possível haver desenvolvimento sustentável ou se a salvação se daria somente por uma revolução completa no modo de organização e pensamento da sociedade, apenas peço que meça suas palavras pois “falácia” é um pouco além do que você talvez queira dizer e aquém do que você pode acrescentar em informação aos leitores.

        • Juan, dentro do contexto de minhas argumentações, a palavra FALÁCIA não está equivocada. Pois bem, explicando a todos os internautas que freqüentam este blog com a pesquisa que fiz no próprio site do ECO4PLANET (para ajudar a plantar mais árvores):

          FALÁCIA: argumento logicamente inconsistente, sem fundamento, inválido ou falho na capacidade de provar eficazmente o que alega. Argumentos que se destinam à persuasão podem parecer convincentes para grande parte do público apesar de conterem falácias, mas não deixam de ser falsos por causa disso. Reconhecer as falácias é por vezes difícil. Os argumentos falaciosos podem ter validade emocional, íntima, psicológica ou emotiva, mas não validade lógica. (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia)

          Exatamente este o sentido da palavra quando a utilizei em referência a alguns artigos postados aqui no blog. Quando existe algo que, do ponto de vista da LÓGICA, seja falho, equivocado e que leve o seu leitor (ou ouvinte) à falha, então estamos, sim, falando de uma falácia.

          Sobre o fato de estar aquém dos leitores, a ferramenta a qual utilizam para acessar este blog, ou seja, a INTERNET, também lhes possibilita fazer pesquisas e ampliar seu rol de conhecimento. Portanto, não estamos mais em uma época em que o conhecimento se limita a poucos, existe, hoje, uma democratização de acesso a informações e saberes.

          Ah, e mais uma coisinha, eu acho que a época da ditadura em nosso país já acabou, portanto não existe a necessidade de coerção ou repressão em relação a ninguém mais, não é verdade? Isto seria algo, no mínimo, ANACRÔNICO.

          Att.,

          Paulo H. M. Lütkenhaus
          Sociólogo
          Pós-Graduando em Avaliação de Flora e Fauna em Estudos Ambientais
          Ativista Ambiental e em prol dos direitos dos animais
          Cicloativista

  3. Olá Silva,
    No Brasil já tem esse sistema. Na verdade Rio de Janeiro e Blumenau tem o SAMBA (Sistema Alternativo de Mobilidade por Bicicleta de Aluguel). No Rio ele será relançado nesse domingo depois de uma reformulação. Funcionou sem problemas durante um ano com baixíssimo nível de vandalismo, ao contrário do famoso sistema de Paris o Vélib, que tem mais de 30% de depredação e vandalismo.
    Saiba mais do SAMBA em http://www.mobilicidade.com.br
    E tem o ainda o Bicicleta Livre da Universidade Brasília, ainda mais democrático. Bicicletas doadas são recuperadas por voluntários e disponibilizadas gratuita e livremente pelo campus da UnB. Saiba mais em http://blog.transporteativo.org.br/2009/03/25/bicicleta-livre-unb/.

    No mais é força nos pedais!

    • isso é verdade, no entanto mais de 50% das bicicletas foram roubadas no Rio de Janeiro recentemente, e o projeto esta para ser desativado se já não o foi.
      Uma pena que nós cidadãos brasileiros não tenhamos “educação ambiental” mais forte do que nosso jeitinho brasieiro.

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