[Exclusivo] Entrevistamos Sue Cischke, a voz da Sustentabilidade na Ford

Os carros verdes já estão no mercado e vieram pra ficar. Em visita ao Brasil, Sue Cischke, vice-presidente mundial de Sustentabilidade, Meio Ambiente e Engenharia de Segurança da Ford, recebeu a equipe do eco4planet para esclarecer dúvidas e explicar os desafios enfrentados para colocar essa tecnologia ao alcance da população.

Você deve se lembrar que carros elétricos poluem menos que seus equivalentes movidos à combustão, mesmo que a eletricidade provenha da queima de carvão (forma mais poluente de gerar energia elétrica). É por isso que falamos tanto desta tecnologia e questionamos o por que de sua expansão ainda ser lenta.

Desenvolver tecnologias para produção de automóveis movidos a energia verde e que sejam tão eficazes quanto os movidos por combustíveis não é uma tarefa fácil, porém a Ford resolveu assumir o desafio e foi a primeira a lançar um veículo híbrido no país, o Fusion Hybrid.

A preocupação da empresa com o meio ambiente é visível, pois além de se esforçar para diminuir a quantidade de gases nocivos lançados na atmosfera, a Ford dá atenção especial ao descarte de materiais. Atualmente 85% dos componentes de um carro da marca podem ser reciclados, sendo utilizadas garrafas PET e até soja para confeccionar itens como painéis, carpetes e estofados, que revestem o interior do veículo.

Entre os bólidos eco-friendly existem dois grupos: os híbridos, que possuem tanto motorização elétrica quanto à combustão, usado caso a energia fique baixa; e os 100% elétricos. Sue Cischke destacou que os carros híbridos são os mais adequados para a realidade atual uma vez que ainda não há uma rede de recarga de energia para automóveis distribuída pelas cidades e rodovias e o investimento para a construção destes postos continua bastante alto.

Os híbridos também aproveitam o comportamento típico de veículos em perímetro urbano, pois sua bateria recarrega automaticamente em pequenas paradas como semáforos ou mesmo no anda-e-para do trânsito, ao mesmo tempo em que podem ser utilizados para percorrer longas distâncias já que o motor a combustão é acionado sozinho quando a energia elétrica já não é mais suficiente.

O grande desafio agora, segundo Sue, é colocar essa tecnologia ao alcance da população, e para isto é necessário aumentar a demanda para baratear o custo dos carros, como imaginávamos. Ela afirma que algumas empresas brasileiras já demonstraram interesse nos modelos híbridos da Ford e este é apenas o começo.

Nossas sugestões para acelerar essa mudança incluem subsídios governamentais como forma de incentivo para a compra e consequente aumento de escala na produção (como ocorre nos EUA e alguns países da Europa); obrigatoriedade gradual de instalação de pontos de recarga rápida de energia elétrica nos atuais postos de combustíveis e percentual mínimo de produção de veículos híbridos/elétricos nas montadoras instaladas no Brasil ao longo dos próximos anos.

14 respostas para “[Exclusivo] Entrevistamos Sue Cischke, a voz da Sustentabilidade na Ford”

  1. Mesmo sabendo que apenas os principais pontos da reuniao estao no video, achei a entrevista muito curta. Poderia ser explorado mais sobre quais as metas da Ford nos proximos anos e como atingi-las ou sobre as adaptacoes necessarias na sociedade pra que os carros eletricos se tornem uma realidade. Enfim, eh um assunto muito abrangente e deveria ter sido aproveitado mais dessa oportunidade unica que o eco4planet teve. Fiquei com a impressao tambem de que a blogueira tinha uma certa dificuldade em se comunicar em ingles, o que eh uma pena.

  2. Houve pouco tempo, mas a simpatia da representante e as infirmações aqui deixadas esclarecem muito, e mostram porque o Fusion Hybrid vende tão bem em Goiânia. E a garota ainda é novinha, certamente ficou com receios do vulto que estava entrevistando.

  3. Pena que a Ford esteja envolvida; Indústria pouco responsável no pós venda e despreocupada com o consumidor. Pesquisas realizadas nos últimos dez anos (entre mecânicos) colocaram sempre a Ford como a pior marca atuante no Brasil. Das montadoras são os que têm o maior prazo (garantido por contrato) de exclusividade na venda das peças de seus veículos. Essa exclusividade implica em manutenção cara e dificuldades de encontrar peças fora da rede autorizada. Todas as indústrias fazem isso, mas a Ford abusa…
    Exemplo é a marca Troller, que foi comprada pela Ford, não para lucrar com os veículos vendidos, mas para aniquilar a iniciativa do possível concorrente nacional, já que eles sequer ampliaram a produção, apenas substituíram peças de outras montadoras pelas raras peças da Ford nos veículos produzidos. Depois de mais de seis anos, após a aquisição, os antigos projetos da indústria Troller não se concretizaram.
    O carro hibrido é um bom projeto em execução, mas em mãos erradas pode continuar como promessa.

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