
A Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) desenvolveu um asfalto que permite a penetração da água e, dessa forma, contribui contra enchentes.
Bem, na verdade, são dois tipos: Um de placas de concreto e outro de asfalto comum misturado a aditivos. Mas os dois funcionam de forma semelhante: A água passa pela camada de asfalto e vai para o solo, fazendo aquele velho processo do ciclo d’água que aprendemos na escola.
O estacionamento da USP já está utilizando essa mistura e o resultado foi positivo: 100% da água da chuva foi absorvida pela solo. Viva!
O professor e coordenador da pesquisa, José Rodolfo Scarati Martins, explica que “A impermeabilidade do asfalto comum é uma das grandes vilãs do meio ambiente urbano, pois não permite que a água seja absorvida pela terra e ajuda a causar as enchentes. Os pavimentos que desenvolvemos são diferentes, pois são capazes de devolver parte da permeabilidade ao solo e consegue absorver a água com muita rapidez”.
A prefeitura de São Paulo já apoia o projeto, mas aguarda testes de desgaste do asfalto e de quantidade de água retida.
Claro que esse asfalto não vai ser a solução dos problemas das enchentes (principalmente enquanto a galera continuar jogando lixo em ruas, córregos e rios) mas ele já vai dar uma grande ajuda.








4 respostas para “USP desenvolve asfalto poroso”
Idéia muito interessante.
Mas eu gostaria de saber se o acumulo de agua não vai criar irregularidade na terra e o asfalto por sua vez não flexível irá trincar ou formar aqueles enormes buracos.
Grato.
A água deve infiltrar na terra até alcançar o lençol freático, assim como ocorre em qualquer área de terra (como nas praças e canteiros centrais de ruas), e nem por isso o terreno fica irregular, é um processo normal. Claro que ainda é preciso analisar os efeitos da alta circulação de veículos em prazos maiores (como dito no post), mas torcemos para que seja funcional.
Como foi dito no texto, não resolverá o problema das enchentes, mas tendo parte da água infiltrada antes de chegar aos córregos, já é um início. O duro é conscientizar a população de que ao jogar lixo nas vias e galerias, estão prejudicando não só o meio onde vivem, mas eles próprios.
Uma dúvida é sobre como vai ficar após saturação do solo, será que vai suportar? E quanto a durabilidade do material?
Questões que torcemos para que sejam divulgadas logo.
Tomara que tenha algum pesquisador da USP ou outra instituição que se preocupe em fazer pesquisa com as substâncias que estão sendo carreadas do asfalto para o lençol freático.