
Ao menos de acordo com uma pesquisa escolar realizada por estudantes do nono ano na Dinamarca, a radiação de eletrônicos pode ter efeitos mais graves do que se imaginava.
Posicionando dois roteadores em uma sala com sementes de Lepidium sativum (um tipo de agrião), enquanto outras sementes ficaram em uma sala vazia, os resultados foram claros: após 12 dias as irradiadas se desenvolveram muito menos do que as demais.
Muitos estudos certamente foram feitos, mas, por mais “amador” que tenha sido esse teste, outros precisarão ser realizados para comprovar a segurança do uso de radiações tão comuns atualmente, seja de roteadores, aparelhos celulares e outros eletrônicos com redes sem fio.
As cinco alunas pensaram em fazer tal experimento ao notarem, empiricamente, que tinham mais dificuldades de concentração nas aulas no dia seguinte em que dormiam com o celular perto da cabeça.

Além de honras em uma competição regional de ciência, já existe um professor de neurociência do Instituto Karolinska, na Suécia, interessado em repetir a experiência com critérios científicos. Terá sido coincidência, falha de procedimento, ou realmente a radiação de eletrônicos tem o poder de dificultar a divisão e crescimento de células?
[via MNN | pesquisa original em dinamarquês dr.dk
foto cortesia do Prof. Kim Horsevad | Dica de Jorge Paulo Jr]








8 respostas para “Radiação de roteadores (e celulares?) dificultam crescimento de plantas”
muito bom o blog, estão de parabéns!
Não temos ainda a certeza de que isso possa ocorrer, mas na dúvida, é melhor deixar o celular longe da cabeceira da cama!
Excelente pesquisa! Parabéns aos alunos pela iniciativa! Esse assunto é pouco comentado, da mesma forma que não se fala sobre a radiação do micro-ondas em casa…
para bems
QUEM REALMENTE PODE NOS GARANTIR que os critérios utilizados para avaliação de aparelhos que emitem ondas visa segurança ou apenas retorno financeiro ? estes critérios deveriam ser reavaliados por especialistas da área sem vínculos com empresas, através de criação de entidades independentes .
Hum, pelo que eu entendo, o máximo que este estudo consegue provar é que a radiação do wifi impede o Lepidium sativum de crescer. Na verdade, nem isso, tendo em vista que podem haver um milhão de outros fatores externos que não foram isolados e podem ter influenciado no estudo.
Entre o wifi influenciar o crescimento de UMA planta e o wifi influenciar o crescimento de TODAS as plantas tem um salto muito grande. É o mesmo que dizer que o leite é venenoso para o ser humano baseado no estudo com uma pessoa alérgica a leite.
E de dar um pulo de um tipo de agrião para os neurônios de uma pessoa, como alguns tem dito nos comentários, é um pulo enorrrme!
Exatamente por isso o estudo é um indício que deve ser repetido em condições científicas controladas por estudiosos.
Achei interessante o fato delas estarem no nono ano e já despertarem interesse em tal assunto tão discutido ultimamente !