
Certamente você já deve ter visto este selo ou algum parecido em alguma sacola plástica certo?
Pois bem, não é segredo para ninguém que as sacolas plásticas prejudicam o meio ambiente. Não somente por seu tempo de decomposição – ela demora até 450 anos para se degradar – mas também porque quando usada para armazenar o lixo, não permite que resíduos biodegradáveis, como restos de comida, se decomponham mais rápido.
As sacolas oxi-biodegradáveis prometem reduzir este tempo de degradação em um período aproximado de 18 meses após seu descarte. Isso é possível adicionando nas sacolas o aditivo D2W que causa a “quebra” do plástico em polímeros menores que são então degradados por microorganismos existentes na Natureza como fonte de energia.
PROCESSO DE DEGRADAÇÃO

Mas não se pode concluir que tais sacolas sejam a solução para o problema, na verdade trata-se apenas de um paliativo. Apesar de ter sido aprovada pela rigorosa FDA (Foods and Drugs Administration, agência do governo dos EUA) por não deixar resíduos nos alimentos colocados dentro dela, tal tecnologia não cumpre as normas STM D6400-99 ou o Padrão Europeu EN 13432, que exigem que as sacolas para serem consideradas biodegradáveis devem ter biodegradação inerente a um nível de 60% em um período de 180 dias [ASTM D6400-99] e 90% em 180 dias para o Padrão Europeu [EM 13432].
A melhor opção para carregar suas compras certamente são as chamadas ecobags, assunto para uma próxima matéria.
Como curiosidade, confira abaixo o tempo médio de decomposição de alguns resíduos:
Papel – 3 meses
Palito de fósforo – 6 meses
Ponta de cigarro – 1 a 2 anos
Chiclete – 5 anos
Lata – 10 anos
Garrafa de plástico – mais de 100 anos
Latinha de cerveja – 200 anos
Tecido – de 100 a 400 anos
Fralda descartável – 600 anos
Vidro – mais de 4.000 anos
Este é o primeiro post de Bruno Roberto, um dos novos colaboradores do blog eco4planet. Bruno, seja bem-vindo!
#PdL indica que este é um Post do Leitor, escrito por pessoas como você, que curtem o eco4planet, a sustentabilidade e o meio ambiente. Para se tornar um colaborador é simples: mande uma mensagem e enviaremos mais detalhes.
Fontes: Natural Limp, Palacio das Sacolas, Jornal Comunicação, Wikipédia.








28 respostas para “Você sabe o que são os “oxi-biodegradáveis”? #PdL”
Olá!
Muito boa essa matéria! Parabéns!
Gosto muito desse blog. As informações são muito boas! Ainda não vi uma sacola com esse selo, mas vou procurar para ver.
Parabéns pelo trabalho e pela causa.
Os post’s sobre carros eletricos estava muito bom também. Se puderem, postem mais sobre isso! Queria saber mais informações sobre eles! É uma pena que ainda não tenha esse carros no Brasil.
Obrigado!
Abraço
O que temos que tomar cuidado é com empresas que oferecem este produtos Oxi-Biodegradável, mas não tem o certificado da RES Brasil.
Uma empresa séria que trabalha com este produto é a Emplasmyl Embalagens, que tem o Certificado do aditivo d2w® da RES Brasil, veja: http://www.emplasmyl.com.br/sacolas-ecologicamente-corretas.html
Até mais e parabéns pelo blog!
Hum… Parabéns Bruno… Legal sua postagem gostei… Escolheram bem x)
Obg Lilian, que bom que gostou. Aguarde o próximo… hehehe
Informações importantes, curiosidades interessantes e muito bem colocadas.Parabéns pela iniciativa.
Filipe Salvetti, 1º ano Ciências Biológicas – Esalq/USP
olá, muito boa essa iniciativa, será que os supermercados já distribuem essas sacolas?
ainda não vi nenhuma delas, já estão disponíveis por aqui ou é só nos EUA?
e esse produto químico, que colocam na sacola não prejudica a natureza? pergunto isso, porque na verdade, tudo que o homem inventa tem 50% de bom e 50% de mau.
Muitos supermercados já estão adotando as sacolas “oxi-biodegradáveis”, dê uma lida nos escritos das sacolas dos locais onde você faz compra pois estará escrito caso seja uma.
Não, o aditivo é seguro, havendo apenas que se atentar ao corante utilizado no plástico (e isso independe de se tratar de plástico comum ou oxi-biodegradável) que pode conter metais pesados.
Abraços!
Bruno, meus parabéns!
ADOREI ESTE BLOG. QUE BOM EXISTIREM CADA VEZ MAIS PESSOAS PREOCUPADAS COM O PLANETA. A NATUREZA É TÃO BOA COM OS HOMENS, NOS DÁ TUDO, DE GRAÇA, MAS A GENTE DEGRADA TUDO, POLUI, DESTROI A NATUREZA DE UMA MANEIRA TÃO MALIGNA, QUE SÓ OS “HUMANOS” SABEM FAZER. VOU DIVULGAR O BLOG. ADOREI.
MUITO CUIDADO COM OS OXI-BIODEGRADÁVEIS! Na verdade, essas sacolas não são solução para o problema das sacolas plásticas. Digo isso porque o que ocorre, inicialmente, não é um processo de decomposição e sim de quebra. O plástico continuará com um processo de decomposição lento, um pouco mais rápido apenas pelo aumento da área de contato (mais pedaços). Entretanto, as substâncias que garantem essas características dos oxi-biodegradáveis, ao serem degradadas, liberam metais pesados que irão contaminar o solo e lençóis d’água. Claro que isso não é dito nas embalagens do produto. Há várias informações sobre esse produto na internet. Há inclusive uma reportagem do Fantástico tratando do assunto e revelando esses malefícios ao meio ambiente.
Abraços.
Thiago, conforme disse em resposta a outro comentário, as informações que se tem é de que os metais pesados são liberados pela TINTA usada na pintura da sacola, que independe de ser normal ou oxi-biodegradável, e não pelo aditivo que gera a decomposição.
Caso tenha algum link confiável que diga o contrário (como a matéria do Fantástico), peço que insira aqui.
Abraços!
Eu já vi esse selo na sacola da C&A, muito legal :]
Moro em Tangara da Serra-MT e a um tempo atras alguns supermercados estavam usando estas sacolas, e eu era cheio de duvidas que foram solucionadas aqui, mais eles num usam mais essas sacolas, porque sera? Ela é mais cara que a normal ou é dificil de achar o fabricante?
Felice, apesar de ser uma diferença muito pequena é bastante certo que sejam mais caras, mas se possível pressione o supermercado, por telefone ou outros meios, tente também desenvolver um abaixo-assinado com os moradores da região para exigir tais sacolas.
Abraços!
Felice,
A sacola oxi-biodegradável aumenta o custo da sacola em no máximo 5% – no caso dos supermercados, que as consomem aos milhões, o custo é igual ao da sacola convencional, pelo grande volume – mas mesmo que custasse os 5% a mais, os ganhos ambientais são inegáveis.
Felice,
Quanto aos fabricantes, existem mais de 230 deles em todo o território nacional.
http://www.mackenzie.br/portal/dhtm/assessoria_comunicacao/imprensa/macknaimprensa.php?ass=3447&ano=2009
Mais informações podem ser encontradas em sítios de busca procurando por “oxi-biodegradáveis metais pesados”.
http://funverde.wordpress.com/2009/04/01/polemica-envolve-os-plasticos/
Já a funverde é a favor dos oxi-biodegradáveis da RES Brasil e contra o plástico-comida, porque seria ” roubar comida da boca dos famintos para a comodidade do consumidor”. Bom, mas já que se discute a oferta de alimentos, a meu ver, há que se falar em produção e consumo de carne (pecuária), danos ambietais e consequências na oferta de alimentos.
Em outro momento, o sítio relata que os oxi-biodegradáveis foram atestados como seguros para a embalagem de alimentos pela FDA e que por isso tem credibilidade, já que a FDA é respeitada e não atestaria algo sem comprovação.
Há controvérsias, senão vejamos o caso dos transgênicos: o presidente da FDA à época da aprovação da utilização dos transgênicos nos EUA relata que a decisão fora política e não científica. Havia muita cobrança para que fosse aprovada e rápido e isso se deu. Será que então dá pra confiar nesse órgão?
A declaração do presidente do FDA encontra-se no documentário “O mundo segundo a Monsanto”. Não apenas dele como do secretário de meio ambiente.
Pretendo arguir essas questões à funverde. Não gostei muito de alguns posicionamentos dela. Parece que todos que são contra o que eles defendem são idiotas, estão completamente errados. Não defendo a ong PETA, mas quando a Funverde tenta contradizer este grupo usam o seguinte argumento: “Quem é a PeTA, grupelho que, com seus 800.000 membros, não representa 0,01% dos habitantes do planeta?”. Então, podemos aniquilar outras inúmeras ongs respeitadíssimas no mundo inteiro por terem poucos membros. É isso mesmo?
O conhecimento deve ser criado em conjunto. Há que haver troca de tais conhecimentos entre os grupos ambientalistas a fim de se encontrar uma direção comum, afinal, se ficarmos nos envolvendo em picuinhas o movimento enfraquece.
É por isso que venho a ‘retratar’ meu depoimento anterior que agora me pareceu bastante contundente em apontar os oxi-biodegradáveis como a besta-fera. Não tinha esse objetivo, era mais pra suscitar o debate. Gostaria sim de receber notícias de que fazem bem ao meio ambiente e, então, passaria a usá-los, mas em quem confiar? Sabemos que as empresas que o produzem vão sempre atestar que eles são benignos e que pesquisas financiadas por petroquímicas (que existem, não sejamos ingênuos em pensar que pesquisas não podem ser ‘direcionadas’) vão apontá-los como causadores de danos maiores que os do plástico comum.
Suscito o debate.
Abraços.
Thiago,
Leia o post “Os pecados da carne II ou O contorcionista” por inteiro para poder opinar. Se você ler, verá que quem falou mal da PETA foram pessoas que estavam contra o primeiro post “Os pecados da carne I” e foi o que ocasionou o segundo post.
Por favor, não deturpe o que escrevemos.
Temos uma história, com dezenas de projetos e é inconcebível as pessoas visitarem a nossa página e escreverem sobre o que não existe, isso denigre a imagem da ONG.
Thiago,
Quando falamos do plástico comida poderíamos também falar do biocombustível, ou de qualquer invenção que utilize recursos naturais cada vez mais escassos – água e terra fértil – para plantar comida que deveria alimentar e saciar a sede dos mais de 1 bilhão de almas deste planeta e usar esses alimentos e porque nao dizer, a água e a terra fértil usada para seu cultivo para fabricar produtos que, no caso da sacola de plástico comida, será utilizada por meia hora.
Isso é genocídio, ou para ser mais light, é uma falta de respeito para com as próximas gerações, que irão necessitar desses recursos naturais para sobreviverem.
Nossa matriz energética mundial é o petróleo. Para cada barril refinado, há uma sobra de até 7% de nafta, subproduto que, se não for transformado em plástico, será queimado nas próprias usinas de refino de petróleo, aumentando a temperatura do planeta sem ao menos ter uma utilidade para a humanidade.
O problema do plástico são suas imensas cadeias moleculares, que fazem com que o plástico seja quase eterno, afinal uma sacola demorar 5 séculos para se decompor é uma eternidade e por isso criamos o projeto sacolas ecológicas em 2005, para que no final do processo a sacola plástica de uso único – seja de qualquer material – seja banida e o primeiro passo para isso é fazer com que o plástico deixe de ser eterno com o aditivo que quebre suas cadeias moleculares.
Errata: onde há secretário do meio ambiente, leia-se ministro da agricultura (risos).
Ah, e no texto do
Trecho do documentário: http://www.youtube.com/watch?v=JENyxk1w1XI&NR=1
Juan, se não é o aditivo, mas a tinta que possui metais pesados, como saber quais não as usam? Há alguma empresa que não use em todos seus produtos ou teríamos que analisar produto a produto?
Abraços.
Essa é uma boa pergunta, seria necessário um estudo por parte do Inmetro ou outros órgãos de análise como a Proteste para certificar as fabricantes de sacolas plásticas =/
Abraços!
Thiago,
Existe já muito tempo tintas ecologicamente corretas para serem usadas em sacolas mas como custa um pouco mais, sem a pressão, ou do estado, ou do consumidor, o varejista, que adquire estas sacolas aos milhões – são jogadas no Brasil mais de 18 bilhões de sacolas plásticas de uso único todos os anos – jamais irá se importar em usar esta tinta ecologicamente correta.
Lembre-se de que a reciclagem da sacola plástica é praticamente nula no país, visto que é necessario o catador coletar 800 delas para pesar um quilo e receber por esse quilo atualmente quinze centavos. Esse catador é claro que vai preferir catar latas de alumínio ou papelão ou ainda vidro.
Dados do governo federal do início de 2009 dizem que o país pratica 0,8% de reciclagem. Veja, não chega a 1%. Temos também que 10% de todo o lixo coletado diariamente – a média por habitante de geração de lixo diariamente é de 1 quilo por pessoa – é composto por sacolas plásticas de uso único.
Você não acha que alguém deveria agir para desplastificar o Brasil? Nós também achamos e por isso quando tivemos que escolher uma tecnologia que desplastificasse nosso solo, escolhemos a oxi-biodegradávei, que tem dezenas de laudos nacionais e internacionais que atestam a eficácia e a segurança ambiental da tecnologia.
Tecnologia esta utilizada em mais de 80 países.
Sempre enfatizamos que a solução final para as sacolas plásticas de uso único é seu banimento, mas enquanto isso não podemos ficar parados e defendemos o que acreditamos e estamos assim, fazendo nossa parte para deixar um planeta menos contaminado para nossos descendentes.
Acredito não ter deturpado o que escreveram. Entendo que, independente do que quer que outros comentem em seus posts, vocês, como ONG respeitada e que vem realizando trabalho bastante importante, devem atentar para a forma como respondem a esses comentários e críticas. Sempre notei uma certa agressividade sem fundamento em refutar alguém que pense um pouco diferente. Há que se observar e tomar mais cuidado (não com o conteúdo, até concordo em boa parte das vezes) com a forma que expõem seus entendimentos.Entendam como um crítica positiva, pois espero que se tornem um ONG cada vez mais atuante.
Quanto ao uso de sacolas plásticas. Também sou contra. Aliás, não as uso – apenas sacolas de pano! No tocante ao lixo, como ainda não disponho de uma composteira (ou minhocasa, outra solução, elaine figueira) e não consegui que todas as pessoas daqui de casa usassem sacos de papel, desde o começo do ano, uso sacolas oxibiodegradáveis. Entretanto, assim que encontrar no mercado a um preço acessível os tais “plásticos comida”, pretendo adquiri-los. Até agora só encontrei sacos de plástico comida em um site da Noruega, salvo engano. Concordo com a sua preocupação em relação à produção de “alimentos” para algo que não vise a alimentação das pessoas, mas entendo que, nesse quesito, cabem também questionamentos acerca dos biocombustíveis e da pecuária. Há outras condutas aqui a serem pregadas e seguidas, como a redução do uso de combustíveis poluentes e consumo de carne.
Agradeço as respostas. Bastante esclarecedoras.
Que nosso objetivo comum seja alcançado.
Atenciosamente,
Thiago Freitas
Achei ótimo o assunto. E para as pessoas que não possuem condições por causa do espaço, como fariam para jogar fora o lixo organico (cascas de frutas, restos de comida etc). Este é meu caso! Sou vegetariana e reciclo o lixo doméstico, porem onde moro não possui nenhuma politica de utilização de lixos organicos. Onde posso encontrar temas que tratam deste assunto?
Grata,
Elaine
Elaine,
uma das idéias apresentadas aqui mesmo nesse blog é ter uma composteira em casa.
Atenciosamente
Basta leva sua bolsa reutilizável de casa e não usar a sacola do supermecado…
as vezes resolve..
Já vi estas sacolas. Aparentemente parecem as sacolas plasticas que todos conhecem, só que vem escrito que elas são biodegradáveis.
Achei muito legal.
Elaine Figueira –
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/plastico-oxibiodegradavel-uso-sacola-plastica-descartavel-546601.shtml