Cientistas do MIT desenvolvem super bateria para carros elétricos

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Chegamos a um ponto no mercado de carros híbridos e elétricos em que sentamos quietinhos esperando que alguém surja com a grande ideia a respeito de uma das coisas que realmente fazem falta: uma bateria de grande capacidade que, além de tudo, não custe os olhos da cara. Afinal, o desafio é fazer os carros elétricos populares, e não apenas produzir um item de luxo, acredite, estão pensando nisso.

Um grupo relacionado ao instituto, o SolidEnergy Systems Corp (chique né?) pensou em um conjunto conceitual de baterias que, segundo eles, entra para o grupo de 400 milhas por carga – ou seja, faz 643.74 quilômetros, depois que você a carrega, está bom pra você? Dá até para fazer uma viagem razoável – e com o custo de “confortáveis” US$ 30 mil. “Confortáveis” para a turma do outro hemisfério… Mas calma. Vamos ver como funciona a ideia.

Para produzir a bateria, os pesquisadores usaram um método que não é nada novo, mas que foi considerado perigoso demais lá pelos anos 70. O problema naquela época, já que usavam eletrodos metálicos, era justamente a instabilidade desses eletrodos.

O SolidEnergy usa um eletrólito bifásico parte sólido, parte líquido, com líquidos iônicos e um polímero às bordas do eletrodo positivo estável, tornando o escape termal coisa do passado. As células de bateria apresentaram densidade de energia volumétrica maior que 1,337 watt-hora por litro (Wh/L) quando realizados os testes.

Como se dá a comparação dessas propriedades com os termos atuais na indústria? A Tesla Motors, líder na indústria de baterias, trabalha com algo em torno de US$ 400 por kilowatt-hora, mas com o novo conceito da SolidEnergy, muita coisa desnecessária fica de fora.

 

Menos da metade

Não há líquido térmico refrigerador e nem as partes usuais de metal que costumam ser necessárias para controlar a temperatura de baixa volatilidade química. Isso significa um decréscimo nos custos de produção, caminhando para um conjunto de baterias com custo de US$ 130 por kilowatt-hora. Menos da metade do preço comum no mercado.

Apesar de parecer promissor, o conceito ainda precisa sair do laboratório. Levará ainda alguns anos para que possamos noticiar que essa realidade se torne palpável. Até lá, quem sabe algumas pesquisas adicionais não apareçam. É esperar para ver.

 

EcoD via eCycle

Uma resposta para “Cientistas do MIT desenvolvem super bateria para carros elétricos”

  1. Apesar da capacidade ter sido aumentada, estão ainda se baseando em conceitos antigos…não e retrocesso mas o uso da tecnologia atual para aperfeiçoar uma ideia antiga. Mas quando o grafeno for uma realidade tanto em produção e preço, as atuais baterias serão cousa do passado…e espero que seja muito em vreve

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