
Nós gostamos muito dos carros híbridos e mais ainda dos elétricos, mas a situação no exterior é bem mais promissora do que a nossa. Se nos EUA existem diversas opções nessas categorias e o governo subsidia a compra em até $7.500, no Brasil temos o inverso e a previsão não é das melhores.
A economia
Optar por um veículo elétrico seria extremamente vantajoso financeiramente no Brasil, ao menos no abastecimento. Pelas contas da Folha, para percorrer os mesmos 120Km o custo seria de R$ 3,20 em energia elétrica ou R$ 31,20 em gasolina. Nos moldes do cálculo que fizemos para os EUA, estimemos 16.000 Km percorridos anualmente (cerca de 44Km/dia) e a economia seria de R$ 3.700,00 ao ano. Em proporções menores, mas igualmente positivas, os híbridos também ajudam o bolso do consumidor.

As opções
No exterior existem híbridos fabricados por quase toda grande montadora enquanto no Brasil nossas opções se resumem ao Mercedes-Benz S400 – que sequer é um híbrido completo (o motor a combustão está sempre ativo) e custa mais de R$ 460 mil; o Ford Fusion Hybrid por cerca de R$ 130 mil (que nós testamos em Detroit) e o Toyota Prius que deve chegar por R$ 120 mil (estava previsto para o semestre passado, depois para Janeiro/2013, e aparentemente, nada até agora).

Abro agora um parágrafo para listar os carros elétricos disponíveis no Brasil: nenhum. Fim do parágrafo.
Os preços
Sabemos que os preços de carros no Brasil são realmente elevados, mas se considerarmos que nos EUA o S400 custa $92.350 (~R$ 188 mil), o Fusion $27.200 (~R$ 55 mil) e o Prius $24.995 (~R$ 51 mil), veremos que a diferença chega a 140%. A culpa recai sobre os impostos: por se tratarem de veículos importados, aplica-se 35% de “Tarifa Externa Comum” e mais 25% de IPI.
Sobre o IPI há um ponto curioso (e trágico) – tal imposto acaba de receber uma sistemática diferenciada para beneficiar, entre outros fatores, veículos com maior eficiência (o “Inovar Auto”), o que deveria ajudar e muito os híbridos e elétricos, mas, por sequer citar essas categorias de veículos, eles acabaram caindo no grupo “Outros”. O governo diz estar trabalhando para ajustar isso.
O futuro
Ainda que a carga tributária seja revista, os preços tendem a continuar elevados. A Mitsubishi, por exemplo, calcula que mesmo sem impostos seu elétrico i-MiEV custaria R$ 90 mil no Brasil, ou seja, para se tornar mais atrativo precisamos realmente de uma politica de subsídios tal qual os EUA, mas, em mesmas proporções, o governo brasileiro teria de subsidiar R$ 30 mil e sabemos bem qual a probabilidade disso acontecer…

De outro lado, se a fabricação passar a ser nacional os preços podem se reduzir, e o tempo também é um bom aliado – o aumento da demanda reduz o preço graças à economia de escala, o que gera mais demanda, que gera redução de preço e fecha-se um círculo virtuoso.
E agora
Nos resta então pressionar o governo pela redução (ou remoção) dos impostos e financiamentos a juros baixos (em alguns países as linhas de crédito para veículos elétricos chegam a juros zero). Até lá o Ford Fusion híbrido é uma boa (e praticamente única) opção.
O eco4planet viajou para Detroit à convite da Ford e visitando o Centro de Desenvolvimento da empresa encontrou, além da nossa bandeira (foto do topo), um mictório que não usa água.








17 respostas para “Nada fácil ter carro híbrido ou elétrico no Brasil, entenda por que #FordNAIAS”
Três documentários muito bons sobre carros elétricos:
Tesla Model S – National Geographic: http://youtu.be/fmVtfBBYdZA
Quem Matou o Carro elétrico: http://youtu.be/izc4Cfw2oiQ
A Vingança do Carro elétrico: http://youtu.be/4_7c9kPncnk
Quem matou o carro eletrico http://www.youtube.com/watch?v=FD1CUdsCqvE
Se eu fosse comprar um veículo, como a moto canadense Sora, quanto iria ser gasto ?
Pesquisando rapidamente, parece que essa moto não é vendida no Brasil, você teria que importar do Canadá. O preço lá é de mais de 42 mil dolares, e uma importação parece fazer o preço mais que dobrar (ver http://www.wtimport.com/images/uploads/TabelaMoto… então chutaria uns R$ 200 mil =/
Verdade, achei um site que diz que custa 42399 dólares canadenses, depois pesquisei "UOL conversor de moedas", ai achei este valor em Reais 85327,99 valores de hoje. Olha esse site que eu acabei achando sem querer http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/carros/not… Se o nosso governo não cobrasse o IPI não seria necessário entrar na Justiça, de acordo com a matéria.
Ainda não seria necessário comprar material elétrico, devido aos plugues necessários e etc. ? E a mão-de-obra ? Seria necessário trazer alguém de lá para instalar uma tomada ou cabo especial ? Esse é um detalhe que não pode escapar; pelo menos, segundo o fabricante, (ver http://www.litogreenmotion.com/ ), a moto tem uma grande autonomia e a bateria deve durar o mesmo tempo de vida do veículo perfeito para uma baixa manutenção. Outra dificuldade seria a manutenção dela.
Luiz, pra importar você vai pagar uma série de impostos + frete + trabalho da importadora para desembaraço na alfândega. A tabela que mandei mostra alguns modelos que eles importam, com o preço da moto e o valor que eles cobram pra trazer (dá um total de mais de duas vezes o valor original da moto) =/
Não entendi a tabela…
Na semana passada estive em Goiânia, onde passei por um concessionária Mitsu, e lá encontrei um Prius, cujo valor de venda é R$120.000,00. Desejo um, mas o meu bolso não suporta!
Acredito que tenha sido uma concessionária Toyota, mas então é sinal de que o Prius começou a ser vendido no Brasil (ao menos está em "pré-venda"), mas pelo valor esperado, e alto.
Olá, trabalho em uma toyota, caso queira temos o Toyota Prius para vender!
Eu tenho a patente de um belo carro esportivo elétrico , um roadster, se morasse nos states tava cheio de investidores querendo me apoiar. Aqui no Brasil tem um monte de invejosos querendo sacanear.
A Dilma e esse governo de bosta, só fazem propagandas, eles a chão que somos idiotas, qualquer melhoria q vemos aqui neste país é por esforços do povo e nunca de incentivo do governo, temos que esperar sentados pra ver algum incentivo parti deles os governantes, se isto o corre se eles verem alguma vantagem pessoal por traz , aí sim teremos, esses automóveis híbridos ou elétricos por preço baixo, como por exemplo dos direitos das empregadas domésticas, só as deram pelo fato de estar escassas no mercado, Mulheres e homens que são domésticos no Brasil ! deixem esta profissão acabar, para que todos n´[os possamos ver todas essas dondocas metidas a besta e seus maridos exploradores terem que limpar privadas, chão etc.
Um país que não tem política de transporte definida e clara não consegue baixar seus custos e quem paga caro obviamente somos nós contribuintes pacíficos. Mas há no fim do túnel um alento. O povo acordou e daqui em diante exigirá cada vez mais de seus governantes práticas honestas e óbvias a todos nós. Veículos híbridos devem ter redução de impostos para fabricação nacional (mais de 65% dos itens devem ser fabricados no Brasil) e também a redução para 1% para veículos comprovadamente eficientes (tabela de consumo INMETRO).
É questão de tempo e de exigência da população. Não mais um presente do governo. Quem não acatar logo sentirá mais uma vez a revolta das ruas. É questão de tempo ou de briga.
[…] dos maiores empecilhos para a popularização dos carros elétricos (além do preço) é a necessária recarga das baterias. Você pode ligar na tomada de casa, mas quanto mais locais […]
[…] de grande capacidade que, além de tudo, não custe os olhos da cara. Afinal, o desafio é fazer os carros elétricos populares, e não apenas produzir um item de luxo, acredite, estão pensando […]
[…] Não é surpresa que os primeiros colocados sejam híbridos como Ford Fusion, Toyota Prius e Lexus CT200h – carros que amamos, mas não podemos comprar. Híbridos e elétricos são um passo enorme para a redução dos poluentes emitidos por automóveis, mas ainda estão disponíveis apenas em veículos mais caros, como já falamos por aqui. […]
[…] serem uma realidade hoje, e muito provavelmente o futuro da indústria automobilística, ainda não são viáveis para o consumidor médio. Por hora, a saída é encontrar maneiras de se impactar menos, de poluir […]