Assim como o bioma Caatinga, Cerrado (foto) não é considerado patrimônio nacional/Foto: Daniel Zanini H.
O Senado pretende incluir o Cerrado e a Caatinga como patrimônio nacional, a exemplo da Floresta Amazônica e do Pantanal, que já são constitucionalmente considerados patrimônios do país, com o objetivo de aumentar o rigor sobre o controle dos biomas para evitar a exploração ilegal dos recursos naturais.
Para o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), relator da proposta, o texto busca consertar um “erro histórico” que exclui os biomas da lista de patrimônios nacionais. “Não podemos permanecer inertes frente à dilapidação do patrimônio natural representado por essas formações vegetais”, afirmou. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com a mudança, que já tramita há 14 anos, segue agora para análise da Câmara.
No Brasil, desmata-se uma área de 20 mil quilômetros quadrados de Cerrado a cada ano – extensão correspondente ao dobro do que é desmatado na Amazônia, segundo dados do primeiro monitoramento do desmatamento do Cerrado brasileiro, apresentado pelo Ministério do Meio Ambiente em setembro de 2009. O bioma é fonte da maior parte do manancial de águas do país.
Entre os anos de 2002 e 2008 foram desmatados 16.576 quilômetros quadrados na Caatinga – valor equivalente a 2% do território do bioma, segundo informou o Centro de Monitoramento Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), sob a coordenação da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente. A área total da Caatinga é de 826.411 quilômetros quadrados, dos quais 45,39% não existem mais, por conta da devastação.
Segundo o Ibama, a produção de carvão é uma das principais razões para a perda de hectares dos biomas.
*Via EcoDesenvolvimento.








8 respostas para “Senado propõe que Cerrado e Caatinga sejam considerados patrimônio nacional”
isso é muitoo bom mesmo! :p
FINALMENTEEEEEEE
ja n era sem hora ne
Finalmente uma notícia boa! Valeu! Haribol!
“desmata-se uma área de 20 mil quilômetros quadrados de Cerrado a cada ano – extensão correspondente ao dobro do que é desmatado na Amazônia…” E não dá para voltar ao assunto da consciência e desalienação. Alguém sabe qual o principal motivo deste terrível desmatamento? Para criação de gados e e monoculturas de soja, principalmente. E para quê? Gados para virarem cadáveres e serem devorados pelos humanos, sem necessidade alguma, já que NÃO NECESSITAMOS COMER CADÁVERES e soja, para quê? Para, sobretudo, alimentar gados estrangeiros para os humanos de lá comerem. Então, precisamos continuar comendo o cerrado, a amazônia? Já comemos a Mata Atlântica quase toda! Quando todo ser, de de fato, humano irá despertar para o fato de que não precisamos comer cadáver de nenhum animal, que podemos libertá-los do mesmo modo que os escravos o foram? Pois é como coisa, objeto, produto que são são “destratados”! Quando a Ciência, o Governo, a Mídia falará a verdade e divulgará que, de fato, na base de de todo mal (a nós e ao planeta) começa em nosso prato? E quem tem mente ou coração para se sensibilizar com o outro, seja este “outro” um animal, uma árvore ou um humano? Cadê a empatia humana? Votos de de Clareza Divina tocando cada um que ler. Despertemos para o verdadeiro amor “ao próximo”! E o que é é real, translúcido e compassivo.
Sou um ex-funcionario, aposentado de construtoras de estradas. Acho que deveria haver mais fiscalização pelo governo. Pois trabalhei na construção de varias estradas inclusive em Aripuanã MT. E no Cerrado Goiano e Mineiro, aonde foram feito desmatamentos aleatórios sem qualquer interferência ou orientação. Eu acho este caderno muito importante para a conscientização e proteção do Meio Ambiente, Abraços.
Parece piada, deveria declarar que uma boa parte do Cerrado é patrimônio de empresas como a Bunge que usa a sua vegetação como matriz energética…
Agora querem destruir a Serra catarinense com extração de Fosfato…
http://www.nascentesdaserra.bio.br
Não sei o que se passa em mentes tão lentas…. "Propõe que sejam considerados"???
Isso não é uma coisa que se propõe, e sim algo que deveria ser considerado desde sempre por tradição.